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Importadores crescem o dobro do que o mercado

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Giovanna Riato

18 mar 2011

3 minutos de leitura

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Giovanna Riato, AB

A Abeiva, associação que reúne os importadores de veículos sem fábricas no Brasil, manteve nos primeiros meses do ano o ritmo acelerado de expansão. As marcas filiadas à entidade registraram alta de 24,2% nas vendas em fevereiro na comparação com janeiro, com 11.893 unidades. A média de expansão do mercado total de veículos foi de 12% no mesmo período.

No reajuste anual o número representa avanço de 122,7%. “Todas as marcas da Abeiva estão com estoques mínimos, qualquer problema pode resultar em dificuldade de abastecimento das concessionárias”, revelou Paulo Kakinoff, vice-presidente da entidade e presidente da Audi para o Brasil, dando pistas sobre uma das dificuldades que a demanda aquecida gera para os importadores.

A expansão das vendas no primeiro bimestre chegou a 108,5% e levou a entidade a garantir 4,39% de participação no mercado total, com 21.465 emplacamentos. Um dos destaques foi o ganho de participação das marcas chinesas. No fechamento do ano passado, as montadoras do país asiático tiveram 16% de participação dentro das vendas totais da associação. Já no acumulado deste ano a presença das chinesas alcançou 23%.

O número deve crescer ainda mais este ano, com a chegada da JAC Motors que inaugurou 50 concessionárias nesta sexta-feira, 18, e pretende vender 30 mil carros no País em 2011. As marcas que tiveram os volumes mais expressivos de vendas no primeiro bimestre foram a Kia, com 10.553 emplacamentos, a Chery, com 1.844, a Effa, com 1.145, a BMW, com 1.101 e a Hafei Motor, que comercializou 1.028 unidades.


Crise no Japão

As importadoras ainda não conseguiram projetar qual será o impacto da tragédia do Japão sobre as vendas. As marcas de modelos premium devem ser as mais atingidas por conta da importância da região para o segmento.

Audi, Ferrari e Lamborghini já assumiram que o país é um de seus três principais mercados. Neste cenário, a disputa pelo consumidor brasileiro pode ficar ainda mais acirrada, já que os importadores podem tentar desovar por aqui parte dos veículos que deveriam ter sido comercializados no mercado asiático.


Assista à entrevista exclusiva com Paulo Kakinoff, vice-presidente da Abeiva e presidente da Audi, que comenta os resultados do setor e os planos da marca alemã: