Em novembro isoladamente foram emplacados 3.976 veículos importados pelos associados da Abeifa, o que resulta em redução de 46% sobre o mesmo mês de 2014. O volume ficou praticamente estável em relação a outubro passado, com imperceptível aumento de 0,1%.
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Na avaliação da Abeifa, o resultado negativo deste ano está ligado diretamente à retração da atividade econômica em conjunto com a desvalorização do real, que torna os produtos importados naturalmente mais caros justamente em momento de recuo da renda. Com isso, nem mesmo o tradicional aquecimento das vendas no fim do ano deverá compensar o declínio acentuado de 2015. “O último trimestre do ano, historicamente, é um período de bons negócios para o mercado de automóveis, porém, este ano teremos um resultado bastante distinto dos anos anteriores, com redução expressiva de vendas para o nosso setor”, destaca Marcel Visconde, presidente da Abeifa.
Com produtos mais caros e mais taxados, os associados da Afeifa vêm perdendo participação no mercado brasileiro. As vendas de janeiro a novembro representaram o equivalente a apenas 14,8% das importações de carros no País. No mesmo período de 2014, este porcentual era de 15,4%.
O movimento é similar ao que vem ocorrendo com as importações de veículos em geral (de sócios e não-sócios da Abeifa), que chegaram a representar quase 21% dos emplacamentos em 2012 e após a adoção de medidas protecionistas desceram para 18,8% em 2013, depois a 17,6% em 2014 e nos 11 meses de 2015 são 16,1% do total de emplacamentos no Brasil.