logo

abeiva

Importadores da Abeiva perdem mercado

<style type=”text/css”>
.texto {
font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;
font-size: 10px;
color: #666;
}
.texto {
text-align: left;
}
</style>
Author image

pedro

15 mar 2012

3 minutos de leitura

NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede
Social

Pedro Kutney, AB

Os importadores de veículos filiados à Abeiva, entidade que reúne 28 marcas sem fábricas no Brasil, perderam um pouco mais de participação no mercado brasileiro, por conta da política de sobretaxação de modelos importados de fora do México e Mercosul. As vendas de 10.430 unidades em fevereiro significaram recuo de 8,2% em relação a janeiro e queda de 12,3% na comparação com o mesmo mês de 2011. Com isso, a Abeiva passou a responder por market share de 4,42% em fevereiro, ante 4,5% em janeiro e 5,6% no ano passado inteiro. Considerando o acumulado do primeiro bimestre, houve leve crescimento de 0,8%, com 21.797 carros vendidos pelos importadores da Abeiva.

“O que prevíamos há três ou quatro meses está acontecendo agora. O mercado está instável, sem referência de preços, com exceção dos veículos vindos do México e da Argentina, com alíquota zero do imposto de importação e sem a alta do IPI, que tiveram suas vendas duplicadas neste início do ano”, analisa José Luiz Gandini, presidente da Abeiva até esta quinta-feira, 15, data em que passou o cargo a Flavio Padovan (leia aqui).

Diante das perspectivas de queda no desempenho das vendas das associadas à Abeiva, Gandini teme a desestruturação da rede do segmento. “Tínhamos a expectativa de encerrar 2011 com cerca de 1,1 mil concessionárias de veículos importados. Estacionamos em 848. E agora tememos pelo fechamento de algumas lojas e, por consequência, por queda de postos de trabalho.”

Com o resultado pouco animador do primeiro bimestre, a Abeiva já revisou para baixo suas projeções para 2012. Em janeiro a entidade previa 160 mil unidades para este ano, com queda de 20% em relação aos 199.366 veículos emplacados de 2011. “Mas infelizmente, com o tratamento não isonômico que recebemos do governo, não será possível atingir esse volume. Provavelmente o impacto negativo (do IPI maior) deve chegar a 40%”, lamentou Gandini.

A entidade entregou ao governo a proposta de fixar uma cota de importação isenta da majoração do IPI, de cerca de 200 mil veículos, o equivalente ao volume importado em 2011. “Ainda confiamos no bom senso do governo para que possamos superar a crise e a instabilidade do mercado”, disse Gandini, que agora deixa essa negociação para seu sucessor, Flavio Padovan.