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Importadores de carros da Abeifa não vão ao Salão do Automóvel 2025

Associação afirma que condições para participar da feira são diferentes para empresas com fábrica no Brasil
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Vitor Matsubara

21 jan 2025

2 minutos de leitura

salão do automóvel 2025
RX teria cobrado 60% a mais das importadoras associadas à Abeifa para expor no Salão do Automóvel 2025

O Salão do Automóvel 2025 é desejo de muitas empresas e também da Anfavea, associação das montadoras de veículos instaladas no Brasil. No entanto, um grupo de marcas adiantou que não há intenção de participar da mostra.

Marcelo de Godoy, presidente da Abeifa e da Volvo Cars do Brasil, afirmou que as marcas filiadas à entidade não devem investir no evento. “Como Volvo não vamos entrar e, como Abeifa, não temos a intenção de participar. Então, por enquanto, vamos ficar fora disso”, garantiu.

A entidade representa importadores de veículos e fabricantes de pequenos volumes, que não têm associação à Anfavea.

Para importadoras, Salão do Automóvel 2025 é 60% mais caro

José Luiz Gandini, presidente da Kia Brasil, revelou ter recebido representantes da RX, organizadora do Salão do Automóvel 2025 e dona da marca, para conversar sobre uma possível participação na mostra. Só que não gostou do que ouviu.

Segundo ele, a empresa estaria cobrando 60% mais caro o preço da exposição no evento das importadoras de veículos para expor no evento em relação às empresas que fazem carros no Brasil e integram a Anfavea.

“Eu gostaria de participar porque estivemos em todos desde que chegamos ao Brasil. Mas está difícil porque, primeiro, estão praticando preços e condições diferenciadas para quem tem e quem não tem fábricas no Brasil. A área disponível para quem tem fábrica é de 500 m2 e para quem não tem é de 400 m2, e isso já incluindo BYD e GWM como fabricantes. Existe também um limite de 120 m2 por área construída”.

Gandini afirmou que a RX estabeleceu uma quantidade máxima de veículos que podem ser exibidos na feira.

“O número máximo de carros que poderão ser expostos é de quatro ou, no máximo, cinco. Então eu gostaria de participar, mas fica inviável nesta condição. Não tem lógica”, opinou o presidente da Kia Brasil. “As condições precisam ser iguais para todo mundo”, completou.