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Abeifa

Importados fecham com vendas 40% menores em 2016

As vendas de veículos importados pelas associadas à Abeifa tiveram queda de 40,2% em 2016 ao totalizar 35,8 mil unidades contra as 59,9 mil emplacadas no ano anterior, informa a entidade em comunicado. Com este resultado, a participação das marcas importadoras fechou o ano em 1,8% do mercado total de veículos no Brasil. A entidade que reúne dezoito marcas, entre importadoras e fabricantes, projetava vender 39 mil veículos no ano passado.
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Redação AB

06 jan 2017

3 minutos de leitura

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-Veja aqui os dados de emplacamentos da Abeifa
-Veja aqui os emplacamentos por modelos importados.

“Infelizmente, não conseguimos sequer atingir as vendas projetadas em janeiro de 2016 porque, independente da instabilidade político/econômica do País, estamos contingenciados pela alíquota extraordinária de 30 pontos percentuais no IPI e limitados à cota com teto máximo de 4.800 unidades/ano sem a sobretaxa”, argumenta o presidente da Abeifa, José Luiz Gandini.

Segundo Gandini já havia indicado em dezembro, a entidade espera por uma nova queda em 2017 (leia aqui).

“A permanecer essa política restritiva ao setor de veículos importados, nossas primeiras projeções para este ano indicam 25 mil unidades, ou seja, teremos de nos restringir às vendas dentro da cota sem os 30 pontos percentuais do IPI”, complementa.

Em dezembro, a entidade observou aumento de 25,9% com relação aos licenciamentos de novembro, que passaram de 2.650 para 3.336 veículos. Contudo, sobre dezembro de 2015, quando as vendas atingiram as 4.918 unidades, houve queda de 32,2%.

Para o presidente da Abeifa, as marcas poderiam ter obtido resultado melhor, mas as empresas que têm volumes maiores não puderam importar mais produtos porque já haviam superado sua cota anual e sobre a qual não incide os 30 pontos porcentuais adicionais de IPI. De acordo com Gandini, no cenário atual, vender fora do limite máximo da cota, que é de 4,8 mil unidades por ano, significa ter prejuízos.

“Por isso, volto a insistir que os nossos pleitos pelo fim dos 30 pontos percentuais no IPI precisam ser atendidos, para que possamos recuperar especificamente o setor de veículos importados. Mas, por ora, mantemos o pleito de ao menos a liberação das cotas não utilizadas por outras marcas em 2016. Com esta alteração não há benefícios fiscais, pois as cotas existem e não estão sendo utilizadas por algumas marcas que perderam seus canais de distribuição, encerraram suas atividades ou até foram descredenciadas do Inovar-Auto, portanto sem qualquer renúncia fiscal. Com esta simples alteração, não corremos o risco de gerar mais desemprego no setor com o fechamento de mais concessionárias e com certeza aumentaremos nossos recolhimentos de tributos aos cofres públicos, mas sobretudo estaremos em consonância com a agenda positiva que o governo deseja estabelecer para o País”, defende.

PRODUÇÃO

As associadas à Abeifa que têm fábrica no Brasil produziram 12.313 veículos em 2016, volume 69,2% menor que o total entregue em 2015 pelas fábricas de BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki. Contudo, vale ressaltar que no total de 2015 está incluído o Renegade, modelo fabricado pela Jeep e que ainda era associada naquele ano.

Com os totais somados – importados e produção nacional -, a participação das filiadas à Abeifa no mercado interno é de 2,42% em 2016.