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Importados recuam 32,5% no ano

As empresas filiadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) encerraram setembro com 9.042 unidades emplacadas, queda de 59,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Com 102.727 veículos no acumulado de janeiro a setembro, as associadas à Abeiva tiveram retração de 32,4% nos primeiros nove meses do ano. Nos mesmos nove meses de 2011 já haviam sido emplacados 151.853 veículos.
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Redação AB

15 out 2012

2 minutos de leitura

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A situação contrasta com a do mercado interno, que registrou alta de 5,5%. Foram emplacadas 2.667.347 unidades este ano até setembro, ante 2.527.469 nos três primeiros trimestres de 2011. O presidente da Abeiva, Flavio Padovan, chama a atenção para a perda de participação dos importados: “Ao comparar os totais do acumulado de 2012 e 2011, nosso market share caiu de 6,01% para 3,85%.”

INOVAR AUTO DESAGRADA PARTE DAS ASSOCIADAS

A possibilidade de habilitação no programa Inovar Auto, regulamentado pelo Decreto 7.819, publicado em 3 de outubro no Diário Oficial da União, atendeu apenas parcialmente às expectativas da Abeiva, que representa 29 marcas sem fábrica no País.

“Temos de reconhecer que o programa é um avanço para o País, que nunca teve uma regulamentação desse porte antes. Ao exigir contrapartidas de investimentos em pesquisa, desenvolvimento, engenharia e capacitação de fornecedores, o decreto sem dúvida significa uma importante definição de política industrial ao polo automotivo brasileiro”, avalia o presidente a associação.

“No entanto, a diversidade de empresas dentro da Abeiva mostra que ainda não são todas as empresas que veem vantagens com o Inovar Auto para suas operações futuras. Para algumas, o teto máximo de 4,8 mil unidades por ano é visto como uma ação paliativa e as demais exigências, um obstáculo de crescimento.”

A Abeiva pedia ao Governo Federal desde a publicação do decreto da alta do IPI, em 16 de setembro de 2011, que se estabelecessem cotas de importação proporcionais aos emplacamentos dos últimos anos. Padovan afirma que de 2013 a 2017 os importadores de veículos estarão em desvantagem ante aqueles que trazem automóveis do Mercosul e do México.

“Ressalto ainda que já perdemos 2012, que foi um desastre para o setor, que tinha uma rede de 882 concessionárias e contava com 35 mil trabalhadores. Hoje tem 737 revendas e emprega 25 mil trabalhadores brasileiros”, lamenta Padovan sobre o fechamento de cerca de 10 mil postos de trabalho. Para ele, a situação tende a agravar-se.

“Desde a semana passada, cada associada à entidade está avaliando como irá se adequar a essa nova situação e como se habilitar ao programa Inovar Auto. Assim como cada filiada vai estudar a possibilidade de investimento em fábrica no País. Mas, por questão de escala industrial, a maioria das empresas deve se manter na atividade de importação”, diz o presidente da Abeiva.