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Imposto de importação deve ser reajustado, diz Sindipeças

A briga do Sindipeças contra o benefício para a importação de autopeças pelas montadoras e sistemistas está próxima de chegar ao fim. Paulo Butori, presidente da entidade que reúne os fabricantes nacionais de autopeças, aguarda para as próximas semanas uma resolução do governo para aliviar os fornecedores de componentes.
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Redação AB

28 abr 2010

2 minutos de leitura

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O executivo afirmou que grande parte das importações de autopeças é realizada pelas montadoras e sistemistas, fato que acaba inibindo os investimentos de outros fornecedores. “Com o reajuste da alíquota a vida das autopeças vai melhorar. Vamos ver se isso se resolve nos próximos dias”, afirmou Butori.

Sistemistas e montadoras possuem desde 2000 redução de 40% do Imposto de Importação de componentes automotivos destinados a linhas de montagem (produtos para aftermarket estão fora da regra). Dessa maneira, o déficit da balança comercial do setor de autopeças para 2010 está projetado pelo Sindipeças em US$ 3,5 bilhões, valor recorde. “Já tenho duvidado desse total. O déficit deve superar US$ 4 bilhões”, disse o presidente da entidade.

Outro aspecto levantado pelo executivo é o nível de investimentos dos fabricantes de autopeças. Após forte queda em 2009, o volume deverá subir 11,1% este ano e atingir a marca de US$ 1 bilhão. No entanto, o Sindipeças destaca que o valor histórico é de US$ 1,5 milhão.

“Com o aumento da alíquota da importação o investimento deve subir”, estima Butori.
O executivo lembrou que, ao contrário do setor de autopeças, as montadoras são protegidas contra as importações, já que os carros que vêm de fora pagam imposto de 35% ao entrar no País. “Eu não sou louco também de pedir para baixar essa alíquota dos automóveis, pois eles são nossos clientes”, afirmou o presidente do Sindipeças.