
O executivo afirmou que grande parte das importações de autopeças é realizada pelas montadoras e sistemistas, fato que acaba inibindo os investimentos de outros fornecedores. “Com o reajuste da alíquota a vida das autopeças vai melhorar. Vamos ver se isso se resolve nos próximos dias”, afirmou Butori.
Sistemistas e montadoras possuem desde 2000 redução de 40% do Imposto de Importação de componentes automotivos destinados a linhas de montagem (produtos para aftermarket estão fora da regra). Dessa maneira, o déficit da balança comercial do setor de autopeças para 2010 está projetado pelo Sindipeças em US$ 3,5 bilhões, valor recorde. “Já tenho duvidado desse total. O déficit deve superar US$ 4 bilhões”, disse o presidente da entidade.
Outro aspecto levantado pelo executivo é o nível de investimentos dos fabricantes de autopeças. Após forte queda em 2009, o volume deverá subir 11,1% este ano e atingir a marca de US$ 1 bilhão. No entanto, o Sindipeças destaca que o valor histórico é de US$ 1,5 milhão.
“Com o aumento da alíquota da importação o investimento deve subir”, estima Butori.
O executivo lembrou que, ao contrário do setor de autopeças, as montadoras são protegidas contra as importações, já que os carros que vêm de fora pagam imposto de 35% ao entrar no País. “Eu não sou louco também de pedir para baixar essa alíquota dos automóveis, pois eles são nossos clientes”, afirmou o presidente do Sindipeças.