Em operações gerais de crédito houve retração de 1,3% nos calotes de pessoas físicas, que chegaram a uma taxa de 6,7% em dezembro deste ano. No caso de pessoas jurídicas, a queda foi de menor, passando de 3,7% para 3,1%, na mesma base de comparação. Somadas as inadimplências do consumidor e das empresas no crédito livre, houve queda de 5,6% para 4,8%.
Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central, prevê que o movimento de retração da inadimplência continue por causa de fatores como educação financeira, aumento de renda e aprendizado por parte dos bancos em relação ao que aconteceu em anos recentes, mas a queda será mais moderada em 2014.
“Essa tendência de redução de inadimplência tende a se manter, mas de forma mais moderada, tendo em vista que ela atingiu o seu piso”, disse Maciel em entrevista à Agência Estado. “De lá para cá, a concessão para algumas modalidades, como veículos, ocorreu em ambiente de maior seletividade e maior cautela. A gente chega em 2013 com um quadro bem mais favorável, relativamente àquele de 2011 que trouxe maior preocupação”, afirmou.