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Incentivos na Região Nordeste podem atrasar Rota 2030

O Rota 2030 corre o risco de não ser aprovado neste ano. De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o motivo são as discordâncias entre Ford e FCA Fiat Chrysler sobre uma emenda que prorroga incentivos na Região Nordeste e beneficia as duas montadoras.
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Redação AB

18 out 2018

2 minutos de leitura

Na quarta-feira, 17, a reunião da comissão mista do Senado (responsável pela análise da Medida Provisória que estabelece o Rota) foi suspensa porque o relator, Alfredo Kaefer (PP-PR), não compareceu. Fontes ligadas ao assunto informaram que ele aguarda um consenso entre as partes.

A FCA, que produz Fiat Toro, Jeep Compass e Renegade em Goiana (PE), tem ao seu lado os parlamentares da região. E a Ford tem o grupo da Bahia para defender os interesses da empresa em Camaçari, onde são montados o EcoSport, toda a linha Ka (sedã e hatch) e motores.

O impasse está relacionado a uma emenda apresentada pelo senador Armando Monteiro, que propõe a prorrogação do regime especial para indústrias do setor automotivo instaladas no Nordeste, no caso Fiat, Ford e algumas de suas fornecedoras de peças.

O incentivo vence em 2020 e desde já o parlamentar quer garantir a extensão por mais cinco anos, mas limitou o crédito do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a forma de abatimento.

O senador recorda que sem o incentivo a FCA deixará de investir cerca de R$ 7,5 bilhões na ampliação da fábrica. Durante esta semana, o presidente da FCA para a América Latina, Antonio Filosa, disse que a medida é importante porque ajuda a reduzir a diferença de custo entre produzir no Nordeste e, por exemplo, no Sudeste.

A Ford desejaria a manutenção do incentivo, mas sem a alteração prevista. Prefere, portanto, deixar a medida para ser analisada futuramente e não ser incluída no Rota 2030, programa que abrange todas as empresas.

As outras montadoras receiam que com este impasse a Medida Provisória do Rota 2030 perca o tempo de ser votada e transformada em lei. O prazo é 16 de novembro, mas, de acordo com fontes do Estadão, o presidente Michel Temer gostaria de anunciar a lei no dia 8, quando ocorre a abertura do Salão do Automóvel.