
O aplicativo de mobilidade inDrive vai expandir as operações na América Latina, especialmente no Brasil. A companhia, que nasceu na fria Sibéria, em cinco anos de operação no mercado brasileiro já soma 33 milhões de downloads e 1 milhão de motoristas. A meta é dobrar de tamanho nos próximos cinco anos.
“O Brasil é o nosso segundo mercado no mundo, atrás apenas do México, e estamos em franco crescimento. Para se ter uma ideia, somente no primeiro semestre deste ano, tivemos 4,8 milhões de downloads. Por isso, entendemos que chegou a hora de expandir a operação”, disse diretor do Brasil, Stefano Mazzaferro, acrescentando que hoje a empresa está presente em 160 cidades e a expectativa é fechar o ano em 200 municípios brasileiros.
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A ideia, segundo ele, é aumentar o número de usuários, de motoristas e entrar nos novos negócios, como, por exemplo, entregas e em meios de pagamento. O serviço de delivery, a propósito, está disponível em Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e busca atender pequenas e médias empresas.
Quanto ao serviço de meio de pagamento e microcrédito, Mazzaferro afirmou que a companhia opera tais negócios no México e deve trazer o modelo para o Brasil até o fim deste ano. “Estamos em busca de parceiros.”
Investimentos em fusões e aquisições
A companhia, ressaltou o executivo, tem um plano de investimentos de cerca de US$ 400 milhões, sendo US$ 100 milhões do caixa da inDrive e os outros US$ 300 milhões em ações, para serem usados em fusões e aquisições em todo o mundo.
“Nosso pilar de crescimento, principalmente na operação brasileira, é voltado para o aumento de nossa participação nos serviços de mobilidade e para isso vamos investir em marketing, nas verticais de negócios, como os meios de pagamento, entregas e serviços financeiros, e em aquisições”, disse Mazzaferro.
Segundo ele, na América Latina a companhia já estuda mais de 100 potenciais novos negócios e a expectativa é de que neste ano sejam anunciadas de uma a duas aquisições, sendo pelo menos uma no Brasil.
“Temos conversas avançadas na região. Queremos aumentar nosso escopo de atuação e avaliamos empresas que têm potencial para escalar mundialmente ou aquelas que podem nos ajudar a crescer no país”, afirmou o executivo.
