logo

none

Indústria aérea global vê resultado positivo em 2010

As companhias aéreas tiraram da frente dois anos de crise econômica com uma abrupta virada nas previsões para o setor divulgada na última segunda-feira, 7, passando de um cenário divulgado em março de prejuízo de US$ 2,8 bilhões este ano para lucro de US$ 2,5 bilhões.
Author image

Redação AB

08 jun 2010

2 minutos de leitura

G_noticia_7037.gif

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) afirmou que a economia global melhorou de maneira mais rápida do que qualquer um esperaria, impulsionando o tráfego de passageiros e as tarifas, algo impensável dois meses atrás, durante a crise de cinzas vulcânicas na Europa.

Segundo a associação, o tráfego de passageiros deverá crescer 7,1% neste ano, enquanto o volume de cargas deverá registrar alta de 18,5%, ante previsão anterior de elevações de 5,6% e 12%, respectivamente. De acordo com a estimativa da Iata, o setor deverá registrar US$ 545 bilhões em receitas. No ano passado, as receitas somaram US$ 483 bilhões.

A associação prevê que as empresas aéreas da América Latina terão um lucro de US$ 900 milhões, ante o lucro de US$ 800 milhões previsto anteriormente. Tendo registrado um lucro de US$ 500 milhões em 2009, a região será a única região a mostrar dois anos consecutivos de lucro.

A Associação também projeta que as companhias europeias deverão contabilizar um prejuízo combinado de US$ 2,8 bilhões. Segundo a entidade, o contínuo enfraquecimento econômico, as perdas de receita em razão das nuvens de cinzas vulcânicas e uma série de disputas trabalhistas, incluindo greves em algumas companhias, estavam prolongando a tendência de queda na região.

A Iata prevê que todas as outras regiões do mundo voltarão a registrar lucros, com Ásia e Pacífico liderando o caminho graças à expansão econômica, principalmente na China. As companhias aéreas asiáticas deverão reportar um lucro de US$ 2,2 bilhões, mais que o dobro do valor previsto anteriormente, de US$ 900 milhões. No ano passado, essas empresas registraram um prejuízo de US$ 2,7 bilhões.

Mas no velho continente, imerso em problemas fiscais e risco de greves durante o verão no hemisfério norte, a situação ainda preocupa. “Temos um problema de moeda, temos um vulcão que entrou em erupção em abril. E temos alguma tensão com sindicatos, então esses três aspectos fazem a diferença”, disse o presidente da Iata à Reuters Insider TV, Giovanni Bisignani.

“Mas temos visto uma recuperação ao redor do mundo. Eu chamaria de recuperação frágil. Há ainda muito com que se preocupar. Mas as empresas estão mandando as pessoas de volta ao trabalho e nosso tráfego corporativo subiu um pouco”, afirmou o presidente-executivo da American Airlines, Gerard Arpey.


Fonte: Agência Estado.