
De acordo com nota do presidente-executivo da associação, Alberto Mayer, a chegada de mais uma fábrica em 2013 não alterou o cenário de estagnação do setor. “Ao contrário de 2010, quando a entrada de mais um fabricante (Continental) elevou a produção em 24,4% em relação ao ano anterior, em 2014 ficamos estagnados, o que significa na verdade um retrocesso”, afirmou.
Mayer relaciona a queda de 17,6% no fornecimento de pneus às montadoras como um reflexo direto da retração nas vendas de veículos, de 7,1% em 2014 sobre 2013, além do alto patamar de importações.
Incluindo a venda de pneus importados pelas associadas à Anip, 2014 fechou com a entrega de 74,9 milhões de unidades, uma expansão de 0,8% em relação ao ano anterior, que registrou 74,28 milhões.
PRODUÇÃO ANUAL DOS FABRICANTES NO PAÍS
(Em milhões de unidades de 2013 para 2014)
• Pneus de carga: -4,1% (8,231 para 7,894)
• Pneus de camioneta: -10,5% (9,904 para 8,861)
• Pneus para passeio: +2,2% (32,554 para 33,267)
• Pneus para duas rodas: +4,0% (15,042 para 15,643)
• Pneus agrícolas: -5,9% (0,928 para 0,874)
• Pneus OTR: +14,6% (0,103 para 0,118)
• Pneus industriais: -0,1% (2,073 para 2,070)
• Pneus de aviões: -3,9% (0,053 para 0,051)
IMPORTAÇÕES E BALANÇA COMERCIAL
Em 2014 foram importados 27,23 milhões de pneus, o que equivale a 39,6% da produção nacional. O País que mais enviou pneus ao Brasil foi a China, com 14,24 milhões de unidades, equivalente a 52,3% das importações.
Ainda assim, a balança comercial dos fabricantes teve um saldo positivo de US$ 824,84 milhões no ano, mas com as importações de outras empresas não associadas, o balanço ficou negativo em US$ 144,95 milhões.