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Giovanna Riato, AB
O exigência do uso do Arla 32 em veículos a diesel ainda pode render discussões antes de entrar em vigor, em 1º de janeiro de 2012. Marcio Beraldo Veloso, analista ambiental e coordenador substituto do Proconve, afirmou que a indústria deve ficar responsável por garantir a disponibilidade do fluido aos clientes.
“Esse não é o papel do governo. O setor é que deve garantir que a produção supra o mercado ou, se necessário, ir atrás da importação para complementar a oferta”, disse nesta quarta-feira, 22, durante o Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea), realizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), em São Paulo.
O Arla 32 é um fluido a base de ureia capaz de reduzir as emissões de óxido de nitrogênio dos veículos a diesel. No último dia 13 o Ibama assinou um termo de cooperação técnica para a regulamentação do produto no mercado. Para o analista, é apenas aí que o governo deve intervir mas, segundo ele, a indústria enxerga a situação com outros olhos e tenta transferir a responsabilidade.
“A área ambiental determina uma meta e as empresas são livres para escolherem qual tecnologia usar e como cumprir”, defende. Veloso diz que este mesmo modelo é seguido por países da Europa que já utilizam a tecnologia.
