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Indústria do aço revê expectativas para 2013

A indústria de aço do Brasil reduziu as expectativas de exportação e importação para 2013. As exportações devem cair 13% ante 2012, alcançando 8,5 milhões de toneladas, e as importações têm estimativa de queda de 14,4%, com 3,2 milhões de toneladas. A produção de aço bruto deve fechar o ano com 34,5 milhões de toneladas, estável em relação ao ano passado.
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Redação AB

21 ago 2013

2 minutos de leitura

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Por outro lado, as importações indiretas de aço, contido em bens de consumo como máquinas e carros, subiram 17,7% entre janeiro e julho deste ano, na comparação com 2012. As vendas internas foram estimadas em 22,8 milhões de toneladas para o ano, alta de 5,3%, e o consumo aparente no Brasil pode crescer 3,2%, chegando a 26 milhões de toneladas.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Aço Brasil. De acordo com o presidente executivo da entidade, Marco Polo de Mello Lopes, a perda de competitividade da indústria brasileira está ligada ao cenário mundial, que apresenta excedente de 587 milhões de toneladas de aço, que equivale a 22 vezes o consumo brasileiro, com perspectiva de produção de um adicional de 192 milhões de toneladas no exterior até 2015.

“O mundo vai ser inundado [por uma produção excedente de aço] e isso só poderia ser absorvido se o consumo estivesse crescendo muito. E não o que está acontecendo. Então, o mundo externo não é solução para o Brasil no setor siderúrgico. Com esse volume monumental, a exportação, que no passado nos ajudou a trabalhar com uma capacidade instalada mais alta, pode esquecer. Atualmente, temos práticas predatórias e preços deprimidos”, diz Lopes.

De acordo com os dados, a indústria tem trabalhado com 70% da capacidade instalada, quando o ideal é ficar em 85%. Além disso, a sobra da produção em relação à demanda do mercado interno deve chegar a 69% em 2013.

Outro ponto que pode prejudicar ainda mais a competitividade da siderurgia brasileira, segundo o Instituto Aço Brasil, é a não renovação das alíquotas de imposto de importação sobre alguns produtos, estabelecida pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em setembro do ano passado. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o governo estuda rever a medida.