
Segundo a pesquisa, o índice para o número de empregados ficou em 40,7 pontos no mês, mantendo-se abaixo de 50 e com variação negativa de 0,7 ponto em relação a maio (dentro da margem de erro da pesquisa).
O uso da capacidade instalada, que mede o grau de ociosidade do setor, caiu mais 1 ponto em junho e marcou 65% da capacidade produtiva, o menor porcentual registrado para a série mensal, iniciada em janeiro de 2011.
Para 44,8% dos empresários entrevistados, o principal problema atualmente é a elevada carga tributária. De acordo com a CNI, o resultado sugere que as recentes medidas do governo federal para o cumprimento do ajuste fiscal e as discussões sobre o tema teriam aumentado ainda mais a preocupação com os efeitos deletérios da tributação sobre as empresas.
PESSIMISMO
Segundo a CNI, as expectativas dos empresários da indústria estão cada vez mais pessimistas. Os indicadores de expectativa também variam de 0 a 100. Os índices que representam as expectativas da demanda, de compras de matérias-primas e de empregados foram, respectivamente, de 46,6, 44,6 e 41,1 pontos em julho.
De acordo com a CNI, enquanto os dois primeiros oscilaram dentro da margem de erro entre junho e julho, o índice de expectativas de número de empregados recuou um ponto.
A exceção foi a estabilidade na expectativa de exportação: o índice alcançou 49,9 pontos em julho, aumento de 1,5 ponto em relação ao mês anterior. Segundo a CNI, esse índice próximo à linha divisória revela que há expectativa de manutenção da quantidade exportada para os próximos seis meses. A exceção pode decorrer da desvalorização do real em 2015 e da redução da volatilidade de sua taxa ante o dólar.
A intenção de investimento da indústria caiu para 41,3 pontos em julho, o menor valor desde o início da série histórica em novembro de 2013.