
Na verdade foi um bom ano para fazer a manutenção do carro. Rodar com ele é que foi caro. Isso porque, desta vez foi o álcool combustível o grande responsável pela alta do custo do motorista. O combustível, que teve grande aumento da procura com a ampliação da frota de modelos flex, subiu 19,07% no ano.
No primeiro semestre os preços de peças e serviços automobilísticos permaneceram estáveis. O índice da Inflação do Carro até julho era negativo: – 0,33%. A partir de julho, quando a oferta de etanol no mercado recuou em relação à procura, o índice iniciou uma escalada de crescimento. Novembro foi o mês com o maior índice no ano, um aumento de 3,51%.
Além de ter um aumento de preço excepcional, o etanol é o item da cesta de produtos e serviços que mais pesa no custo de rodar a fazer a manutenção do carro: sozinho, representa 20,72% das despesas do motorista no dia a dia.
As outras altas do ano foram nos serviços de alinhamento de direção, que ficou 16,72% mais caro, e do balanceamento de rodas, que teve alta de 15,42%. Esses serviços, no entanto, pouco influenciam na média final dos gastos, porque representam, juntos, apenas 1,31% nos gastos totais do motorista.
Estacionar o carro também teve alta exagerada em 2009. O preço do estacionamento por hora ficou 13,64% mais caro, enquanto o preço do óleo do motor subiu 9,87% no ano.
A gasolina fechou o ano com alta de 2,93%.
Os produtos (peças e combustíveis) fecharam o ano com alta de 10,99%. Os serviços ficaram 9,15% mais caros e o preço do seguro subiu 4,27%.
Na média, a despesa mensal com o carro foi R$ 851,00 durante o ano de 2009.
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