logo

none

Inflação em queda e sinal amarelo nas contas externas

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta segunda-feira, 9, sua análise trimestral da economia, apontando uma trajetória descendente do índice da inflação, mas demonstrando preocupação com o futuro das contas externas. Os dados fazem parte da Carta de Conjuntura de junho, publicação que reúne as conclusões dos principais economistas do instituto em relação aos cenários econômicos do país.
Author image

Redação AB

10 ago 2010

2 minutos de leitura

P_noticia_7613.gif
NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede Social

O coordenador do documento, economista Roberto Messenberg, afirmou que a inflação para este ano não terá tendência ascendente, devendo ficar entre 4% e 5%, dentro da meta estipulada pelo governo, de 4,5%. Por conta disso, ele considerou precipitada a decisão do Banco Central (BC) de aumentar a taxa básica de juros da economia.

Para Messenberg, a maior preocupação no cenário futuro não é o descontrole nas contas públicas, como pregam alguns economistas, pois ele acredita que é necessária a participação efetiva do Estado como indutor da economia, possibilitando, entre outras coisas, destravar os gargalos que prejudicam o crescimento. O economista chamou a atenção para o descompasso na balança internacional, com o descolamento das exportações em relação às importações, principalmente de produtos como bens de consumo.

“O sinal amarelo são as taxas de crescimento do déficit comercial, de aumento das importações em relação às exportações. As importações têm se acelerado de maneira contundente. Isso é preocupante, porque pode sinalizar a necessidade crescente de recursos para o fechamento do balanço de pagamentos na economia, quando justamente o investimento direto está escasseando.”

O economista classificou o processo como “enxurrada de importações”, que estaria prejudicando a indústria nacional, operando abaixo de sua capacidade histórica. Segundo ele, a solução não passa unicamente por uma desvalorização cambial – que para funcionar teria que ser muito forte –, mas deve incluir mecanismos de redução de custos de produção, como desoneração tributária para alguns setores, além de investimentos em infraestrutura e logística de transportes.

Messemberg elogiou a atuação do governo federal durante a crise econômica, por intermédio do grande aporte de financiamento às empresas via BNDES e do apoio ao sistema financeiro por meio do BC.

A Carta de Conjuntura está em www.ipea.gov.br.

Fonte: Vladimir Platonow, Agência Brasil.