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Inovação: palavra de ordem para a indústria

Inovação gera competitividade, que gera mais vendas, que gera mais produção, que gera lucratividade, que gera mais investimentos, inclusive em inovação. A lógica desse círculo virtuoso é simples e sustentável. Mas na prática a situação se complica um pouco, como falaram Luc de Ferran, consultor de empresas no setor automotivo, Valter Pieracciani, sócio-diretor da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas, e Bruno Jorge Soares, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), durante o painel “Estratégias em Engenharia, Produto, P&D e Inovação”, no Workshop Indústria Automobilística – Planejamento 2013, realizado por Automotive Business na segunda-feira, 6, no Grand Hyatt, na capital paulista.
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Redação AB

06 ago 2012

2 minutos de leitura

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Para inovar, como explicou Ferran, as empresas precisam fazer um exercício interno, entender o que fazem, onde pretendem chegar, avaliar o que o mundo faz e serem extremamente focadas. Tudo isso, aliado a uma estrutura organizacional com no máximo quatro níveis e a uma lógica na criação de produtos, atendendo às necessidades dos clientes e comprometida com a mobilidade urbana. “É importante ressaltar que o Brasil tem capacidade para desenvolver veículos globais e que há intercâmbio entre os vários centros de engenharia, o que derruba a velha desculpa de que as matrizes mandam”, disse.

Para Pieracciani, o setor tem de buscar os incentivos do governo para inovação, gerando desenvolvimento econômico, margens sustentáveis e competitividade sistêmica. “É importante entender que inovação não se refere apenas ao lançamento de produtos e serviços. É possível inovar em gestão, processos produtivos, em geração de novos negócios. E tudo isso se encaixa nas políticas de incentivos fiscais à inovação tecnológica”, explicou o executivo, lembrando que em 2010 o governo realizou renúncia fiscal de aproximadamente R$ 140 bilhões, mas apenas R$ 1,7 bilhão foi referente a investimentos em P&D. “E o governo tem dinheiro. As empresas precisam buscar”, garantiu.

Da parte do governo, Bruno Jorge Soares, da ABDI, disse que o novo regime automotivo chega para estimular os investimentos em inovação, com vistas ao incremento do mercado interno, em produção e vendas, e à competitividade. Segundo ele, as regulamentações promovidas nos últimos anos, que exigem veículos mais seguros e menos poluentes, por exemplo, alinhados à demanda mundial, também contribuem para a inovação tecnológica.

Assista à entrevista com Bruno Jorge Soares

Assista à entrevista com Luc de Ferran

Assista à entrevista com Valter Pieracciani