As três empresas foram inscritas como investidoras, terceira categoria da política industrial que prevê condições especiais para companhias com planos de investimento no Brasil. As habilitações têm validade de 12 meses a partir da data de publicação, com possibilidade de serem renovadas anualmente até 2017, quando termina o Inovar-Auto.
Inscritas no novo regime automotivo, Caoa, Metro-Shacman e Nissan terão de cumprir índices mínimos de conteúdo local nos carros produzidos no Brasil e ainda fazer aportes em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Em contrapartida, as empresas poderão apurar crédito presumido de IPI e assim não pagam os 30 pontos porcentuais extras aplicados sobre o imposto.
A Caoa tem pacote de R$ 300 milhões anunciado para ampliar a fábrica de Anápolis (GO) e passar a produzir ali o ix35. A planta já abriga linhas de montagem dos HD78, HR e Tucson. A empresa poderá importar 3 mil veículos similares aos que fabricará em Anápolis com isenção do adicional de 30 pontos no IPI até 30 de novembro deste ano. Nesse mesmo período, a empresa poderá trazer outras 3 mil unidades do exterior pagando o imposto majorado, mas quando a fábrica entrar em operação, 35% do imposto adicional pago poderá ser recuperado. As mesmas condições serão mantidas no semestre seguinte, de 1º de janeiro a 30 de junho de 2014.
A japonesa Nissan teve cota isenta do IPI mais generosa, de 20 mil unidades até 30 de novembro. A montadora poderá usufruir das mesmas condições oferecidas à Caoa e importar outros 20 mil veículos pagando o imposto adicional, que terá parte devolvida depois do início da produção. O volume mais alto é resultado do investimento de R$ 2,6 bilhões que a empresa tem programado para a construção de uma fábrica em Resende (RJ).
Já a Metro-Shacman tem investimento anunciado de R$ 400 milhões para erguer fábrica em Tatuí (SP). Em entrevista a Automotive Business no fim de abril a companhia admitiu que ainda não tinha definido a melhor forma de financiar o aporte(leia aqui). Ainda assim, a empresa já tinha comprado o terreno para abrigar a unidade, próximo a rodovia Castelo Branco, com 53 mil metros quadrados. A planta que a empresa pretende construir terá capacidade anual para 10 mil unidades. Dessa forma, a companhia poderá importar 1.250 unidades com isenção do IPI maior entre 1º de julho e 31 de dezembro. Nesse período, poderá trazer para o Brasil o mesmo volume pagando o adicional do imposto, que terá parte recuperada posteriormente. O mesmo vale para o período que vai de 1º de janeiro a 30 de junho de 2014.
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