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de carro por aí

Interessante, diferente, nacional, o Suzuki Jimny

Único pequeno jipe nacional com motor a gasolina – 1.3, 85 cv, 16v, duplo comando variável – Jimny iniciou ser produzido no Brasil, primeiro corporificação do acordo Inovar-Auto, pacote de medidas oficiais para conter importações e instigar nacionalizações. Embora Suzuki, quem o faz é a Mitsubishi, em Catalão (GO) forma de harmonizar processos industriais e atingir o nível de nacionalização, dispensando-o dos ônus de produtos importados.
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Redação AB

22 fev 2013

12 minutos de leitura

Projeta Luiz Rosenfeld, engenheiro, presidente da Suzuki, a venda de 2,5 mil unidades em 2013, através da rede com 60 concessionários. Como veículo é muito interessante, o pico de projeto específico praticado há 43 anos. Carroceria com desenho personalista, sobre chassis para ser resistente a maus pisos e acidentes de percurso, mecânica simples, caixa mecânica cinco velocidades e de transferência para a tração nas quatro rodas e à marcha reduzida. Acionamento por botões no painel. Eixos nas extremidades do chassi dão-lhe ângulos de entrada e saída muito agudos, e invejável capacidade de enfrentar valas, buracos, irregularidades. É de construção simples, robusta, sem frescuras, positiva.

O motor de pequena cilindrada é valente, funciona limpo e sem hesitações, alegre ao esticar as marchas à faixa vermelha. Oferece operação simples, com os órgãos mecânicos bem integrados, pedais de bom tamanho, embreagem de boa atuação e maciez. Suspensão de bom curso e a altura dos pneus 215×75 bem absorvendo as irregularidades do solo e integrando o elemento elástico. Ar condicionado exige ser melhorado, direção hidráulica. ABS e almofadas do ar, final do ano. Fácil a interessados decidir após dirigi-lo. Difícil para a rede de concessionários convencer os clientes da capacidade do Jimny em vencer situações. Não é apenas versão aventuresca, a sugerir valentia e habilidades fora da estrada. Para superar dificuldades, é o cara.


E?

Quem é o cliente para o Jimny? Para Rosenfeld, perfil bem amplo. Do jipeiro iniciando descobrir habilidades, valentia, e baixo custo para aventuras fora de estrada em aquisição, manutenção e consumo – o Jimny é o mais econômico de sua categoria, faixa verde no programa de economia do governo federal. Admiradores de estilo, dimensões, aparência. As motoristas simpatizantes com a posição mais elevada para dirigir; frequentadores de garagens pequenas e espaços limitados; os que necessitam das habilidades conferidas pela tração nas quatro rodas e pela marcha reduzida; mineradoras, exploração de minas, inspeção em linhas elétricas, hoje usando picape pelo menos duas vezes mais caro, grande e com caçamba sem uso; serviços públicos. E fazendeiros.

A Suzuki desenvolveu com a fábrica de reboques Fabrini um exemplar com dois eixos, sendo o dianteiro direcional, combinação dinâmica surpreendente, e a soma permite ao jipinho valente e de baixo custo, fazer serviço de picape e trator, caros e específicos. E lembra complementarmente: donos dos picapes pequenos e de veículos com cara aventureira, os donos de vagas apertadas, quem anda em vias ruins de pavimento ou sem ele. A diferença do Jimny é cumprir o que se imagina.


Kiss

Conversa solta, pergunto o porquê de o Jimny ser construtivamente simples, em época de tanta eletrônica, sensores, e complicações de manutenção.

-Parece que a família Suzuki manteve a fórmula Kiss para o Jimny.
-Kiss, de beijo em inglês?
-É, a grafia é a mesma, mas significa direcionar o projeto para evitar complicações. Quer dizer Keep it simple, stupid. (algo como “faça de maneira simples”).

Abrindo o leque no buscar clientes, sai em quatro versões, criadas no Brasil, inexistentes nos outros 195 países onde vendido.
4 All – R$ 55.990. Para todos, carro de trabalho, estofamento em plástico, para choques simples, recebendo engates frontal e traseiro;

4 Sun – R$ 59.990. Cara jovem, cores muito alegres, teto solar;

4 Sport – R$ 61.990.
Idem.

Equipamentos e acessórios podem ser especificados, para receber o carro com personalizado, incluindo a troca dos para choques, a escolha dos pneus para cidade ou campo, o revestimento dos bancos, teto solar… Acredita a Suzuki, o carro chefe, definido por interessados em aproveitar as características da mobilidade superior, será a 4 All.

Suzuki

Suzuki Jimny, apto, preço de carro familiar sem estes equipamentos. (foto Murilo Mattos)

Porsche 911 em cinquentenário

A silhueta do 911, uma das mais longevas da história do automóvel, comemora 50 anos em 2013, com pico em setembro, lembrando a apresentação no Salão do Automóvel em Frankfurt. Mas a festa já começou.

Mais de 820 mil unidades construídas, de 20 mil vitórias em corridas, a marca nunca caiu nos fricotes tão a gosto dos italianos e seu Ferrari, Maserati, Lambos, De Tomasos. Alemão, implícita a construção séria e resistente, sem exigir frescuras para condução. Seu criador, Ferry Porsche, dizia ser carro para ir ao teatro, ao safári, correr em Le Mans ou num rallye. Qualquer o cenário o 911 estaria bem. É quase verdade, pois faltou dizer – desde que dirigido por homem pois a embreagem lembra o berço onde nascem algumas unidades da marca, a fábrica dos tratores Valmet, na Finlândia…

Mítico, influencia dois desdobramentos distantes: o utilitário esportivo Cayenne, onde o escapamento foi trabalhado para dar-lhe, na exaustão de um V8, som assemelhado ao seis cilindros contrapostos – ou como dizem alguns, aparentemente impedidos de dirigir o 911 por ausência de composto químico, V6 a 180 graus… E o sedã quatro portas Panamera, cuja frente e traseira exibem o DNA do estilo esportivo 911. Faze-los foi considerado ato de piração – extremamente acertado. O SUV Cayenne é o mais rentável dos Porsche.

A marca é hoje aparentada em CPF e CNPJ com a Volkswagen. Nas comemorações, viagem com 911 original, de 1967, pelos cinco continentes, percorrendo feiras, rallies históricos, encontros de automóveis antigos. Pode ser acompanhada em www.porsche.com/follow-911.

911. Mas para os íntimos…
O modelo é 911. Mas as várias gerações identificadas pelo número do projeto. Para a galera geral 911, para os aficionados da marca, a identificação intimista.


Conhece?
911
– o primeiro, 1963, rodas em ferro, calotas, motor 2.0, 130 cv. Em 1965, o 912, mais simples, motor quatro cilindros, 1.6. Para o Brasil, versão específica, pelada fazendo o preço de importação descer a US$ 3.500. Era o 912E. O motor começou a aumentar: 2,2 litros (1969), 2,4 litros (1971), 2.7, o Carrera (1972) e 210 cv, marcado por aerofólio peculiar, o rabo de pato.

Série G (1973-1989): segunda geração, introdução dos itens de segurança exigidos pelos EUA e no período a Porsche quase acaba, unindo-se à Audi, arranjos, venda de serviços a terceiros. Em 1974, o 3.0 Turbo, 1977 o 3.3 Turbo. Em 1983, o SC, aspiração natural, melhor de dirigir, hoje colecionável. 964 (1988): Cala-boca nos arautos dos infernos, mudou 85% dos componentes da plataforma, aplicou equipamentos de segurança e conforto para ampliar o leque de clientes, pela primeira vez o uso de liga leve em braços de suspensão, e molas helicoidais em lugar das barras de torção, herança Volkswagen.

993
(1993): os últimos com motor refrigerado a ar, e visto o melhor para dirigir, graças ao chassi em alumínio. Foi o primeiro a mostrar o convívio de motor e dois turbos.

996
(1997-2005): refrigeração líquida, carro de mudanças, quase todo novo, de motor a aerodinâmica, e revisão de conceitos para portando as novas exigências norte americanas de emissões e segurança.

997
(2004): clássico e moderno, entesourada, a Porsche se aplicou, arrancando potência, economia e poucas emissões do motor boxer 3.6 litros e 325 cv, e o 3.8 litros e 355 cv. Abriu o leque com 24 versões diferentes.

991
(2011): refinado, atualizado pelas exigências de mercado, maior entre eixos, construção híbrida aço/alumínio, injeção direta, câmbio com sete marchas. O melhor dos Porsche.

Porsche

Porsche 911, o mito comemora meio século.

Chinesa Geely chega e acena com fábrica

Outra marca chinesa quer frequentar o futuroso mercado brasileiro de automóveis novos, a Geely, dona da Volvo e da Manganese Bronze, fabricante dos taxis ingleses. Chega ao Brasil através da Gandini Participações.

Para contornar a incidência dos impostos de importação e o adicional de 30 pontos sobre o IPI, inviabilizadores do negócio de importação, praticará fórmula bem administrada por Gandini como representante Kia – montagem parcial no Uruguai -, e de lá trará o sedã EC7, 1.8, 140 cv, e o pequeno LC motor 1.0, 68 cv – preços em diáfana previsão de R$ 55 mil e R$ 35 mil. Início da operação em agosto, com prazo ao processo industrial de montagem, e comercial de operação e distribuição. Querem ter 20 revendas até lá. O pequeno LC chegará em novembro em versões, pelada e equipada.


É mesmo?

O negócio parece superar as informações do comunicado. José Luiz Gandini, importador que escreveu a história da Kia no Brasil sabe, como a CAOA, importadora da marca gêmea Hyundai, que em prazo não distante a coreana assumirá operações no país, mercado de fundamental relevo para deixar em mãos de terceiros. E por isto, tanto quanto a Caoa, precisa amarrar-se em algum ponto sólido – como o fez o empresário Sérgio Habib associando-se à também chinesa JAC e fazendo fábrica na Bahia.

Gandini possui, além da sociedade na montagem uruguaia, planta industrial fechada no interior de São Paulo, passo importante para lastrear seu projeto. Para sedimentar o conceito que a representação da Geely é a ponta de um iceberg estratégico para sobrevivência, a contratação do Ivan Fonseca e Silva como presidente da marca é bem indicativa. Sólido de conhecimentos de direito aplicado a operação de indústria automobilística, contido, respeitado, vivência profissional específica, foi o presidente da Ford corajoso no cortar entendimentos com os petistas gaúchos, abortar o processo de instalação em Guaíba (RS) e implantar-se em Camaçari, BA. Aposentado, foi presidente na importação de Jaguar e Aston Martin. Muita bala para o anunciado passarinho.

Roda-a-Roda
Fica
– A Fiat no Brasil desmentiu informação matéria da agência Automotive News, sobre a marca padronizar a produção e, em 2014 deixar de fazer o modelo 500 em Toluca, México, mudando-a para a Polônia. Ocorrendo, o 500 perderia o imposto zero quando trazido do México – e lugar no mercado.

Nada
– Disse, também, a exigência dos revendedores Chrysler nos EUA por maior cota do Jeep Wrangler e o Grand Cherokee, não afetará envios ao Brasil.

Velocidade
– Rápida, mostrando serviço e pretensões, a Hyundai terá versão sedã do HB20 em março. Por enquanto mono produto, com o hatch HB20, versão decorada como aventureira – seja lá o que for isto num carro para andar sobre asfalto , absorve os ares de consumo no Brasil.

E,
– Terá fila, por produção inferior às encomendas.

Situação
– Lançado em paralelo ao Toyota Etios, mostrou, apesar de novata, competência em absorver os gostos e exigências do consumidor brasileiro. A Toyota, aqui há décadas, esqueceu o manual de agrado do comprador, trouxe o Etios do mercado indiano, sem adaptá-lo ao Brasil e o volante à esquerda.

Mal – Furo n’água, não provoca o mercado e faz constrangedora campanha com apelo em preço. Passará tempo para mudar a imagem de Mico.

Confiança – Revista Automobile Magazine listou os Top 100 da Confiabilidade. Entre 100 veículos de 25 marcas. Todos os veículos da Renault estão na lista.

Sub produto
– Resulta de grandioso programa iniciado há uma década. Alguns pontos se perderam pelo caminho, mas conseguiu-se o ganho de qualidade. Principais referências, Mégane e Twingo não existem por aqui.

O maior – Dia 16 marcou 46 anos do início de produção do Ford Gálaxie, o maior – recordistas 5,33 metros – automóvel já feito no Brasil, onde iniciou atualizar os nacionais, fez 77.850 unidades até janeiro de 1983. Exibiu-nos insuperada qualidade construtiva, conforto, direção hidráulica e transmissão automática. Um marco. Quem tem, tem.

Tema
– O desabrochar do automobilismo e da qualidade dos carros nacionais se iniciou com a mesma corrida, as Mil Milhas Brasileiras. Artista Paulo Soláriz em sua 4a. Semana Cultural da Velocidade, adotou o tema, resgatará corridas, organizadores, como o Barão Wilson Fittipaldi, pai. Na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, SP, 25 de fevereiro a 16 de março.

Troca
– A Iveco obtém bons resultados vendendo seus caminhões Stralis aos transportadores com operação no Porto de Santos. Aproveita o embalo dos juros zero e carência para os 96 pagamentos financiados pelo BNDES.

Limpa
– O objetivo é mandar ao lixo da reciclagem a frota antiga, ruim, poluidora, perigosa. A frota recolhida é sucateada, sem vender peças.

Afim?
– Fabricante chinesa de caminhões, a Foton procura distribuidores para as regiões Centro-Sul do Brasil. Maiores dados em www.fotonmotors.com.br.

Livro
– O livro Marcopolo, sua viagem começa aqui, contando a história da empresa, maior do mundo na especialidade, à venda esgotou 6 mil exemplares em um mês. Vai à segunda edição.
Gente – Fernando Lyra, 74, político, passou. OOOO Um dos estruturadores da passagem do governo militar ao democrático. OOOO No antigomobilismo, peça importante: em 1985, Ministro da Justiça, recebeu o pedido para mudar o Código de Trânsito criando a figura do Veículo de Coleção, apoiou e mandou seguir. Deu certo. OOOO Alvonir Anderle, economista, diretor na Agrale venda de veículos no mercado interno. OOOO Elena Ford, 46, herdeira, vice presidente. OOOO Globalizará a rede de revendedores. OOOO Herdeira e acionista demorar para atingir tal posição e ainda se reportar a não acionista e não herdeiro, é jogo duro. OOOO Sobrevivência empresarial passa longe do paternalismo. OOOO Jorge Yano, engenheiro, ex-Cummins, novo diretor de pós venda da Foton Aumark, chinesa de caminhões que usa motor Cummins. OOOO Ivan Fonseca e Silva, 66, advogado, agora Xing Ling. OOOO Ex-presidente da Ford e Jaguar, mesmo cargo na Geely, chinesa. OOOO Difícil imaginá-lo trocar Porsches e Jaguares por um Geely. OOOO