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International continuará a usar Cummins

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pedro

16 mar 2011

3 minutos de leitura

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Pedro Kutney, AB

Com a retomada das operações de fabricação de caminhões no Brasil, via NC2 (joint venture entre Navistar e Caterpillar), era de se esperar que o caminhão 9800, fabricado nas instalações da Agrale em Caxias do Sul (RS), passasse a usar os motores feitos pela própria empresa – no caso, pela controlada MWM International. Mas não. O modelo continuará a usar, ao menos por mais alguns anos, o motor da concorrente Cummins, o ISM de 11 litros e 450 cavalos. Isso porque a fabricante de Guarulhos, SP, já fechou contrato para fornecer propulsores Euro 5 para uso nos 9800 a partir de 2012, conforme passa a exigir a legislação brasileira de controle de emissões veiculares.

A MWM International não fabrica ainda no Brasil motor do mesmo tamanho do ISM – o maior até agora é o MaxxForce de 9,3 litros e 367 cavalos. A empresa deverá fabricar propulsores maiores já a partir deste ano, mas sob licença para um cliente específico, a MAN. Também já usina em sua fábrica brasileira blocos de 11 e 13 litros que exporta para a Navistar/International nos Estados Unidos. Contudo, com a capacidade de produção no topo para atender aos diversos clientes internos e externos, a Navistar preferiu continuar comprando o motor da Cummins para o seu 9800 – que, segundo informações do fabricante, deverá inclusive ganhar um pouco mais de potência na versão Euro 5, crescendo para cerca de 465 cavalos, com o emprego do sistema SCR para enquadramento nos limites de emissões.

A retomada das vendas no mercado nacional do caminhão International 9800, desde o meio do ano passado, já afetou bastante positivamente os negócios da Cummins no Brasil. O segmento de motores para veículos pesados foi o que registrou maior crescimento porcentual de produção, passando de 4.109 unidades em 2009 para 7.703 em 2010, um avanço de 88%.

A International é de longe o maior e único cliente veicular do motor ISM da Cummins, com mais de 90% dos pedidos no País – o resto da produção vai para grupos geradores de eletricidade.