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Mário Curcio, AB
A presença dos chineses na edição da Automec, feira de autopeças que terminou neste sábado, certamente deixou atentos os fabricantes nacionais de autopeças. A ala do país asiático tinha 130 estandes de 181 empresas. Ali eles ofereciam tudo, de compressores portáteis a reservatórios de expansão, de cadeirinhas para bebê a turbocompressores.
No final de cada dia de exposição, alguns cobriam rapidamente seus estandes, como se temessem o olhar curioso da concorrência. Outros, mais despreocupados, deixavam à mostra os produtos, talvez até como forma de despertar o desejo de potenciais compradores.
Para o gerente-geral da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Alexandre Karabolad, os visitantes vieram oferecer seus componentes para reposição e também como itens originais: “Os carros chineses que estão chegando vão precisar de assistência no pós-venda”, afirma. “Mais que o mercado de reposição, eles buscam canais de distribuição e fornecimento direto para as próprias fabricantes. Aliando-se às montadoras, eles podem trazer subconjuntos”, diz Karabolad, sem, no entanto, revelar com quais fabricantes teria ocorrido essa negociação.
O bate-papo com uma agente de turismo que cuidava do transporte e alimentação dos visitantes revela o apetite chinês: “Eles veem o Brasil como um mercado melhor que os da Europa e Estados Unidos. Gostaram muito daqui. Acharam o País alegre, bonito. E buscam parceiros para enviar seus contêineres, já que não vendem em pequenas quantidades”, diz.