
Segundo a especialista, em 2012 apenas 2% das buscas no Google eram realizadas via mobile. Este número saltou para 45% este ano e a tendência é de crescimento. “No YouTube, 60% dos vídeos são vistos do celular”, conta. A empresa aponta que 15 milhões de brasileiros interessados em comprar carros navegam mensalmente em sites automotivos. Bruna assegura que, ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o acesso pelo smartphone é feito por consumidores de várias idades e faixas de renda. A empresa aponta que 38% do uso é de indivíduos das classes C, D e E.
Segundo a analista, esses consumidores entram na internet via mobile não apenas para checar redes sociais e trocar mensagens. Cerca de 72% dos acessoas atendem a outras necessidades, como fazer operações bancárias, usar aplicativos para serviços como táxi ou comida delivery e dispositivos de localização e GPS, como Waze ou Google Maps.
Para atender a esses clientes, Bruna enfatiza que as empresas precisam investir na atualização dos seus sites. “O mobile muda muito rápido. Se o site foi atualizado há dois anos ele já está ultrapassado”, aponta. Segundo ela, as companhias precisam oferecer a melhor experiência possível, proporcionando acesso fácil às informações, que devem ser efetivas e resolver qualquer dúvida ou dificuldade. Depois de criar o melhor site possível, a próxima etapa é investir em um aplicativo. “Ele precisa trazer funcionalidades e benefício aos clientes, senão será deletado rapidamente”, alerta.
Na indústria automotiva, Bruna estima que o acesso mobile é responsável por grande transformação no processo de compra. Segundo ela, 85% dos consumidores pesquisam sobre o veículo que pretendem comprar antes de ir a uma concessionária, em média 40% do tempo desta pesquisa é gasto via mobile e 41% dos clientes já chegam na revenda decididos sobre a aquisição, interessados apenas no test drive e na negociação de preço e financiamento.
Bruna destaca que 52% das pessoas usam celular para comparar opções de carros, lendo avaliações e analisando preços. O levantamento do Google indica que 44% dos consumidores mudam de opinião ao longo desse processo e acabam comprando um carro diferente do que queriam inicialmente.
O cenário traz desafios. Se em 2013 o cliente fazia em média quatro visitas às concessionárias antes de adquirir um automóvel, este ano o número caiu para 2,6 visitas. “É essencial preparar força de vendas para isso”, determina. Além de estar mais bem informado, o consumidor também checa as informações via mobile enquanto está na loja, conferindo o que o vendedor diz.
