A atual capacidade produtiva instalada no Brasil gira em torno de 4 milhões. Com a inclusão das unidades CKD destinadas à exportação, teremos alcançado até o fim deste ano uma utilização da capacidade produtiva instalada de 91%.
Este nível está bem próximo dos números pesquisados mensalmente pela CNI — Confederação Nacional da Indústria. A entidade aponta uma ocupação média de 89,6% da capacidade instalada no setor automotivo, incluindo autopeças, entre janeiro a outubro de 2010.
Retiradas as unidades de CKD, este ano o uso da capacidade instalada ficará no patamar de 85%. No horizonte de crescimento do mercado, que deve chegar a 4 milhões em 2014, as montadoras anunciaram novos investimentos para aumento da capacidade produtiva, tanto nas fábricas existentes como em novas unidades fabris.
Análise da Carcon Automotive indica que os investimentos de US$15 bilhões, que serão feitos pelas montadoras de 2011 a 2015, além de novos produtos, elevarão a capacidade produtiva dos atuais 4 milhões de veículos por ano para 4,8 milhões em 2014.
A utilização da capacidade produtiva em 2014, excluindo CKD, deverá atingir 84%, um número bem próximo ao de 2010, como ilustram os gráficos.

Portanto, nossas projeções indicam que os novos investimentos em capacidade são necessários e certamente bem-vindos ao setor automotivo. Se não houvesse esse aumento da capacidade produtiva das fábricas brasileiras, iríamos incentivar o atendimento da demanda interna crescente por fábricas estrangeiras, lembrando que há muita capacidade ociosa mundo afora.