“O destaque negativo ficou por conta da produção de autoveículos, que após dois meses consecutivos de crescimento recuou 1% na passagem de junho a julho”, destaca Leonardo Mello de Carvalho, coordenador do Indicador Ipea de Produção Industrial Mensal.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a queda no setor de autoveículos foi de 11,5%, a décima seguida, desde o agravamento da crise internacional, em outubro último. Segundo a entidade, a queda de 1,0% foi inesperada, pois os estoques haviam se reduzido, com volume de vendas recorde em junho.
Em julho, as vendas de veículos no mercado doméstico também caíram, totalizando 285.406 unidades.
Dentre os 27 ramos pesquisados, treze apresentaram variação positiva. Apesar da sexta alta consecutiva, a indústria encerrou o primeiro semestre de 2009 com recuo de 13,4% na comparação com o mesmo período de 2008.
Os destaques positivos foram a indústria extrativa – avanço de 5,3% – e o setor de bens de capital, com crescimento pelo terceiro mês seguido. Com este último resultado positivo (2,1%), o setor acumulou avanço de 5,5% no trimestre encerrado em junho. Já a categoria de bens de consumo semi e não duráveis caiu 2,6% em relação a maio, o primeiro resultado negativo desde janeiro.
Na comparação interanual, todas as categorias voltaram a registrar queda. O pior resultado, mais uma vez, foi registrado na produção de bens de capital, com retração de 22,8% em relação a junho de 2008.