
Entre 2003 e 2009 houve um aumento de 51,6% de vagas na profissão para acompanhar o crescimento de 26,5% do produto interno bruto registrado no período. A análise usou estes dados para projetar a necessidade de profissionais da área entre 2009 e 2022.
Em 2008 o país contava com cerca de 750 mil engenheiros formados. O estudo revelou que, para cada dois profissionais com carteira assinada em ocupações típicas da profissão, há cinco em outras áreas, desempregados, que emigraram para outros países ou simplesmente fora do mercado.
O estudo trabalhou com três possibilidades para o avanço anual do PIB no país — de 3%, 5% e 7%. Na maioria das hipóteses o número total de profissionais é insuficiente para atender a demanda total do mercado.
Segundo o Ipea, o equilíbrio entre a demanda de engenheiros e o volume de profissionais depende da atratividade das ocupações da área. Outro obstáculo é a qualidade do ensino no país. Apesar de haver bons cursos para o setor, a deficiência na educação básica representa uma barreira para a expansão do número de formados.
Outro ponto destacado pelo Ipea é que o estudo avalia o mercado de forma geral, sem levar em conta setores específicos que apresentam maior ou menor dificuldade em contratar profissionais.
