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antônio correa de lacerda

IPI: professor da PUC-SP vê desespero nas medidas do governo

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Redação AB

16 set 2011

3 minutos de leitura

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Redação AB

Em entrevista ao Grupo Estado, o professor Antônio Correa de Lacerda, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), mostrou acreditar que a decisão do governo de aumentar em 30 pontos porcentuais o IPI para automóveis e caminhões indica certo desespero do governo. Para ele, o País tenta proteger a indústria em meio à crise internacional que levou o mundo à guerra comercial e cambial.

“Não é uma medida ideal, pois teria sido melhor o Poder Executivo ter combatido nos últimos anos o câmbio valorizado e adotado medidas de política industrial”, diz Lacerda. “Contudo, a decisão do governo é um mal menor.”

Na avaliação do estudioso, a medida deve estimular a produção nacional de veículos, pois os carros importados ficarão mais caros entre 25% e 28%, como afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Deve haver um efeito de substituição. Uma parte da demanda por carros fabricados no exterior será atendida pela produção de modelos no território nacional”, afirma. Por causa disso, ele não acredita que a decisão do governo será inflacionária.

“Acredito que as montadoras de automóveis que estão com fábricas no Brasil ficarão mais competitivas, pois vão disputar entre si de forma agressiva uma parcela do mercado que era coberta pelos carros importados”, destaca. “E essa disputa maior das indústrias estabelecidas no País pode até gerar alguma redução de preços.”

De acordo com Antônio Correa de Lacerda, outro fator positivo será a redução do déficit comercial do setor automobilístico no País. Para ele, não deve ocorrer perda de eficiência e diminuição do avanço tecnológico da produção de carros nacionais, pois as principais montadoras mundiais, que têm sede na Alemanha, EUA, Coreia do Sul, França e Itália, já se estabeleceram no Brasil.