
Há controvérsia sobre os resultados do programa. Enquanto o governo fala em perda de arrecadação, os dirigentes da indústria automobilística batem na tecla dos ganhos assegurados pelo aumento de volume nas vendas. “O governo ganha” – assegurou recentemente Paulo Butori, presidente do Sindipeças. Se é assim, todos ganham, inclusive o consumidor. E, afinal, por que não tornar definitiva a redução do IPI?
A redução no imposto garantiu a retomada das vendas de automóveis e comerciais leves. Os emplacamentos no trimestre estarão ligeiramente acima do mesmo período de 2008, embora o segmentos de caminhões, ônibus, motocicletas e máquinas agrícolas ainda patinem na dependência de outros estímulos – como crédito – para a retomada.
Os carros com motor acima de 2 litros não serão beneficiados, mas a queda para zero do IPI de veículos com motor de até um litro será fundamental para preservar o nível de vendas dos populares, já que ainda há dificuldade na área de crédito. Veículos flex com motor 1.4 a 2.0 litros terão IPI de 5,5%; os movidos a gasolina, de 6,5%.