
A obrigação da certificação trouxe progresso em diversos aspectos, como as melhorias em processos de produção para garantir a qualidade dos produtos. “A exigência consolidou a consciência da indústria sobre a excelência da qualidade, o que resultou na mobilização não só das empresas, mas de toda a sociedade, que está mais exigente”, comenta.
O IQA acompanhou de perto o processo de adaptação das empresas envolvidas. Guitti relata que para se preparar para as auditorias, algumas empresas tiveram de recorrer a mais recursos do que outras, o que gerou custo adicional. “Existem companhias muito conscientes do que era necessário fazer. No fim, não é um custo, mas sim um investimento.”
Outra realidade observada pela entidade foi a de empresas que atendem tanto o mercado de reposição quanto OEM. “As montadoras são muito exigentes com o quesito qualidade, isso refletiu na facilidade com que algumas fornecedoras cumpriram as normas exigidas pelo Inmetro. Para aquelas que ainda não fornecem, é uma oportunidade para se adequarem a um mercado cada vez mais competitivo, apesar de a portaria se referir apenas às peças para o mercado de reposição.”
CONFORMIDADE
A Portaria 445 dita que as fabricantes de autopeças têm até janeiro de 2013 para se adequar às novas normas, que estabelecem os requisitos mínimos de segurança para peças e acessórios. Os componentes envolvidos são amortecedores da suspensão, bombas elétricas de combustível para motores de ciclo otto, buzinas, pistões de liga leve de alumínio, pinos e anéis de trava ou retenção, anéis de pistão, bronzinas, lâmpadas e por fim, rodas automotivas (Portaria 301), todos destinados ao mercado de reposição. Já o comércio terá até julho de 2014 para oferecer apenas peças certificadas pelo Inmetro. Para rodas este prazo se estende até janeiro de 2015.