“Vou poder jogar um pouco de golfe” – brinca Nozawa, fazendo referência ao árduo programa que enfrentou para o lançamento do novo City. A operação, prevista para a Argentina, foi remanejada para o Brasil e acomodada em Sumaré, SP, com uma capacidade de pouco mais de 4 mil unidades mensais dedicada ao carro estreante.
Crescimento
O novo vice-presidente sabe que terá pela frente o desafio de manter a companhia na trajetória de crescimento iniciada com a inauguração da fábrica de Sumaré, SP, em 1997. Naquele ano a unidade montou 862 veículos com 414 funcionários. Hoje a capacidade subiu para 150 mil unidades por ano e a operação emprega 3.411 trabalhadores.
A participação da marca no mercado no primeiro semestre ficou nos 4,73% com os automóveis e 2,96% com os comerciais leves. A empresa monta o Civic, o Fit (desde 2003) e o novo City em Sumaré. São importados o utilitário esportivo CRV e o sedã Accord.
A marca possui 155 revendas e pretende abrir mais doze pontos até o final do ano.
Com os R$ 180 milhões empregados no lançamento do City a Honda totaliza US$ 784 milhões de investimentos no Brasil em doze anos de produção local. A montadora japonesa chegou a erguer boa parte da fábrica prometida para a Argentina, mas voltou atrás diante dos efeitos da crise internacional.
A empresa não descarta a possibilidade de dar continuidade ao programa no país vizinho mais adiante.