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“Nós estamos de acordo com os encargos propostos pela Comissão da União Europeia para proteger a competitividade de nossas empresas”, disse Tajani ao diário “Corriere della Sera”.
A entrevista foi concedida poucos minutos antes do encontro com o ministro do comércio da China, Weng Wentao. O representante chinês está na Europa para negociar com autoridades a respeito das novas alíquotas de importação impostas pelo continente.
Segundo documento assinado por Tajani, o encontro entre os ministros abordou assuntos como a proteção da propriedade intelectual e o comércio nos setores da agricultura e investimentos.
Chineses pedem por igualdade
Ambos também conversaram sobre a guerra na Ucrânia e as crises nas regiões de Gaza e do Mar Vermelho. A reunião também serviu para que a Itália pedisse ajuda aos chineses para atuar contra o fornecimento de armamentos à Rùssia e para garantir maior segurança para os navios que cruzam o Mar Vermelho.
Wentao vai participar de uma reunião com o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, na próxima quinta-feira, 19.
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“Nossa intenção é lutar para chegar a um plano de negócios baseado na igualdade. Nós exigimos acesso igual para nossos produtos nos mercados deles (Europa). Nossas empresas devem competir em termos iguais”, afirmou Tajani.
Inicialmente, o governo italiano apoiou as mudanças propostas pela União Europeia em julho. No entanto, o ministro da indústria, Adolfo Urso, afirmou à “Reuters” que esperava por uma negociação.
Italianos dizem que decisão não abala relações com China
A Itália ainda é uma das maiores fabricantes de carros da Europa. Além de ser a “casa” da Fiat (uma das principais marcas da Stellantis), o país se mostra aberto à entrada de marcas chinesas e, inclusive, mantém conversas para que empresas como Dongfeng e Chery construam fábricas por lá.
Tajani acredita que a decisão de apoiar a União Europeia não afeta as “boas relações” com a China.
Recentemente, a Comissão Europeia aprovou um aumento na alíquota de importação sobre carros elétricos chineses, com tarifa de até 35,3%. Pelas regras atualmente vigentes no continente, os impostos para veículos trazidos para a região pagam até 10%.
