
Com isso, a Iveco espera rivalizar com concorrentes como a Daimler Truck e a Volvo, que já têm projetos de caminhões eletrificados. O plano é que a Iveco concentre seus esforços na Europa, enquanto a Nikola atue exclusivamente nos Estados Unidos, mercado onde a marca já tem veículos em circulação.
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A Iveco terá livre acesso e participação no desenvolvimento conjunto de veículos elétricos e a célula combustível. Em contrapartida, a Nikola poderá utilizar as licenças de tecnologia da Iveco na América do Norte.
Histórico conturbado
A Nikola acumula problemas jurídicos e produtivos em sua curta trajetória. O histórico da empresa inclui acusações de plágio e até uma fraude realizada na tentativa de atrair investidores.
A Nikola ainda possui uma mal sucedida tentativa de produzir uma picape elétrica em parceria com a General Motors. A montadora cancelou o acordo firmado em 2020 diante de tantos problemas.
Em fevereiro deste ano, a Nikola se viu obrigada a gastar suas reservas, projetando um ano de bastante prejuízo em 2023. A justificativa foi a baixa demanda que afetou consideravelmente as vendas de seus produtos.
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Apesar disso, os veículos desenvolvidos na sede da empresa, em Ulm (Alemanha), já estão circulando pelas estradas norte-americanas. Na Europa, a fabricante ainda está na fase de encomendas. A expectativa é que o primeiro caminhão movido a célula combustível de hidrogênio comece a circular em 2024.
Segundo comunicado divulgado pela Iveco, o acordo vai gerar um resultado negativo de € 44 milhões nos resultados da empresa no primeiro trimestre de 2023. A expectativa era que essa quantia fosse absorvida por meio da geração de fluxo de caixa.
