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Iveco Bus chega ao Brasil com ônibus de 17 toneladas

Estreante como marca para o segmento de ônibus, a Iveco Bus aproveitou a 10ª Fetransrio, feira do transporte realizada de 5 a 7 de novembro no Rio de Janeiro, para apresentar seu primeiro lançamento no mercado nacional, um chassis de 17 toneladas, o segmento de maior representatividade no Brasil, com 60% de participação nas vendas totais de ônibus. Baseado no modelo Eurorider, já bastante difundido na Europa, o modelo, que passou por mais de 600 mil quilômetros de testes no País nos último ano, já é produzido na fábrica de Sete Lagoas (MG).
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Redação AB

06 nov 2014

2 minutos de leitura

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“A tropicalização do chassi 170S28 é um desenvolvimento totalmente nacional, embora tenha origem europeia, onde a Iveco tem uma participação de 20% no mercado total deste segmento. E nesta ocasião, que marca nosso lançamento como Iveco Bus no Brasil, fizemos a entrega simbólica da primeira unidade vendida ao nosso primeiro cliente no País”, enfatizou Ricardo França, supervisor comercial da Iveco Bus no Brasil.

Indicado tanto para o segmento urbano como o de fretamento, o chassi da Iveco é equipado com o motor dianteiro Euro 5 FPT N67, que estreia no mercado nacional. Com 270 cv de potência, o propulsor é fabricado na Argentina, mas tem sua finalização de montagem feita no Brasil. França informa que o índice de nacionalização atual, de 75% a 77%, torna o chassi apto para financiamento via Finame.

Nesta primeira etapa, de ingresso no mercado, a Iveco pretende alcançar já no primeiro ano de vendas participação de 5% do segmento de chassis de 17 toneladas e para isso utilizará sua experiência no segmento de caminhões, com a rede de concessionárias já consolidada no País, que por ora abrigará também a marca Iveco Bus. Contudo, França não descarta a possibilidade de uma rede própria para ônibus no futuro. “Isso dependerá da avaliação do atendimento para o cliente de ônibus que faremos conforme o desenvolvimento da marca no País”, afirmou.

A partir de sua experiência de tropicalização do chassi, a Iveco se reserva em deixar também para o futuro a adoção de modelos com motores traseiros: “É possível fazer, mas assim como avaliamos o mercado de ônibus, tem que verificar se é a hora e o momento. De acordo com as necessidades é que a Iveco se esforça em trazer suas soluções que já existem em um contexto mundial”.

Também é estratégia da Iveco exportar seu ônibus urbano ou rodoviário para outros mercados, a princípio da América Latina, como Argentina, Colômbia, Peru, Chile e Equador. “Contudo, nesta configuração Euro 5, o mercado mais próximo que terá essa exigência será o Chile”, lembra Franca.