
Os galpões para as instalações dos fornecedores poderão começar a ser construídos antes do término das obras de base. “Isso significa que as atividades dos fornecedores podem iniciar já em meados de 2013”, disse Gustavo Comparato, diretor de compras da Iveco. A montadora calcula que o condomínio de fornecedores deverá receber, numa primeira etapa, 12 empresas, e a expectativa é que sejam gerados até 400 empregos diretos, que vão se somar aos 2,5 mil funcionários da Iveco em Sete Lagoas.
Hoje, a Iveco recebe em Sete Lagoas componentes de diversos Estados brasileiros. Alguns conjuntos são montados pela própria fábrica e só depois instalados nos veículos. A ideia é que esses conjuntos passem a ser montados dentro do condomínio pelos fornecedores, com abertura de espaço na linha de produção e maior agilidade no transporte.
As primeiras 12 empresas esperadas na nova área industrial de Sete Lagoas serão responsáveis pela montagem e entrega à Iveco, em sistema just in time, de componentes como chassi, eixos dianteiros e traseiros, pintura de peças plásticas e montagem de pneus, entre outras operações. A montadora também pretende contar com um fornecedor de serviços de manutenção industrial.
Outra necessidade é a instalação de um mode center, onde um fornecedor poderá adaptar veículos de acordo com pedidos especiais de alguns clientes. “Caminhões muito específicos poderiam ser finalizados por uma empresa externa especializada, mas próxima o bastante da Iveco para podermos tornar a operação mais rápida e controlar sua qualidade”, explica Comparato.
“Este é um importante passo na direção de transformar o complexo de Sete Lagoas numa fábrica de caminhões ainda mais produtiva”, explica José Manoel Jerez, diretor industrial da Iveco Latin America. “O condomínio vai aumentar as sinergias e eficiências de todo o sistema de produção”, completou. A Iveco atingiu a produção recorde de 33,7 mil caminhões no Brasil em 2011, também montou 23 mil unidades do furgão Fiat Ducato.