
O Guarani tem a missão de substituir as famílias de blindados Urutu e Cascavel – em operação há quase 40 anos nas Forças Armadas. A partir do primeiro contrato assinado entre o Exército e a Iveco, em 2012 (leia aqui) serão entregues 86 veículos até o fim deste ano nos batalhões de infantaria de Foz do Iguaçu (PR), Apucarana (PR), Francisco Beltrão (PR) e no Centro de Instrução de Blindados em Santa Maria (RS). O projeto faz parte do Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (PAED) do Ministério da Defesa.
Com capacidade para 11 homens – sendo nove combatentes, um atirador e um condutor –, o blindado Guarani é equipado com ar-condicionado, baixa assinatura térmica e radar – o que dificulta sua localização, proteção blindada para munição perfurante incendiária e minas, navegação por GPS, freios ABS, visão noturna, motor de 383 cv, com velocidade máxima de 100 km/h, sistema de gerenciamento de campo de batalha e sistema de consciência situacional. O modelo também é preparado para navegação, com hélices traseiras que lhe dão capacidade anfíbia. As torres podem ser equipadas com canhões de munição de 30mm, além de metralhadoras. É projetado para atingir alvos aéreos e terrestres.
Para o ministro Amorim, a qualidade tecnológica e a empregabilidade do novo blindado reforça “a autoestima dos militares e demonstra a visão de futuro” do Estado. Ele ressaltou que os Guarani têm uma grande presença militar e elogiou o fato de o projeto ter sido desenvolvido e produzido no Brasil, já que sua exportação poderá se reverter em royalties para a Força Terrestre. “Tenho certeza que o Guarani será um sucesso no mundo inteiro”, afirmou.
A propriedade intelectual do Guarani – que tem a previsão de ser exportado – é do Exército Brasileiro.