
Entre as novidades que serão contempladas no novo investimento, está a chegada da linha Fire Fight, os caminhões de combate a incêndios da Magirus, marca que pertence à Iveco. O caminhão Super Impact 6×6, desenvolvido especialmente para prestar serviços em aeroportos, será entregue à Infraero ao longo deste e do próximo ano. O aporte dará suporte à introdução de uma nova linha na fábrica da Iveco em Sete Lagoas (MG), para a montagem do modelo Magirus, a primeira fora da Europa (leia aqui).
Segundo Borba, o investimento garantirá ainda a manutenção de projetos como o de veículos de defesa, cuja fábrica funciona desde junho deste ano em Sete Lagoas (MG). A unidade é responsável pela montagem do modelo Guarani, veículo especial desenvolvido em parceria com o Exército Brasileiro (leia aqui).
MERCADO EM ASCENÇÃO
Com o objetivo de disputar o posto de uma das três maiores marcas de caminhões do Brasil, a Iveco aposta em diferenciais em seu portfólio full line, que atende praticamente as principais categorias de caminhões no País, desde leves até extrapesados. Sua principal atração na feira é o Hi-Way, extrapesado premium que chegou ao mercado nacional neste segundo semestre (leia aqui).
Segundo Borba, o segmento representa um terço das vendas de caminhões no País, este ano impulsionado fortemente pelo agronegócio:
“Toda a produção do Hi-Way deste ano, algo como mil unidades, já foi vendida. Nesta Fenatran iniciaremos a formação da carteira de vendas para 2014”, conta Borba. Sobre o mercado no ano que vem ele comenta: “Teremos um cenário econômico e político pouco mais atribulado em 2014, o que não permitirá dar continuidade a índice de crescimentos muito expressivos. O mercado de caminhões deverá ficar estável, mas ainda assim, projetamos crescimento para nossa marca”, disse.
Para este ano, o executivo que acaba de sair do segmento de máquinas de construção (CNH) para o de caminhões, prevê um mercado total de 160 mil unidades, o que representaria um crescimento de 12% sobre 2012. Ele prevê que a Iveco deva crescer no mesmo patamar, de 12%, mas espera fechar o ano com uma participação de mercado um pouco maior do que a atual, que está em 9%.
“Nossa meta é estar entre o top três do mercado: temos produto e rede para disputar esse mercado, visando Market share de 15% a 20% nos próximos anos”, afirma, sem arriscar um prazo.
Assista à entrevista exclusiva com Marco Borba, vice-presidente da Iveco:
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