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J. Toledo enfrenta a crise e vai tocando a Suzuki

Durante a apresentação da nova linha GSR 125, Automotive Business entrevistou João Augusto de Toledo, diretor da J. Toledo, que detém os direitos de produção e venda das motocicletas Suzuki no Brasil. O executivo recebeu a imprensa na sede da empresa, em Jundiaí (SP), onde concentra seu centro de distribuição de peças, setores administrativos e a estrutura de treinamento técnico da rede. O executivo falou da relação com a fabricante japonesa, negou a intenção da própria Suzuki de assumir a operação no Brasil e refletiu sobre o período difícil que o setor de motos atravessa.
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cria

01 set 2012

3 minutos de leitura

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Automotive Business – A Suzuki já deu sinais de que quer assumir a operação de motos no Brasil no lugar da J. Toledo, a exemplo do que fez a Harley-Davidson com o Grupo Izzo?

João Augusto – Não. Para a Suzuki é interessante ter a J. Toledo e o Souza Ramos (Eduardo, por trás da importação de carros e da futura fábrica do Jimny em Goiás) porque essas coisas no Brasil envolvem risco.

AB – A Dafra encostou na Suzuki em emplacamentos e a Kasinski também vem puxando para baixo a participação de vocês. A J. Toledo não pretende fazer alguma campanha forte na mídia para ressaltar a tradição da marca Suzuki e atrair os consumidores? (Nota da redação: no acumulado até julho a marca era a terceira colocada no País, com pequena vantagem de 798 motos sobre a Dafra, mas esta baixou a diferença para 198 unidades na primeira quinzena de agosto e deve subir de posição no ranking com o fechamento do mês.)

JA – O que temos usado como estratégia há algum tempo são bônus de R$ 500 para a Intruder 125 e o Burgman 125 e de R$ 1 mil para a Yes 125 e a GSR 150i. A tecnologia e a qualidade Suzuki também fazem parte de nossa estratégia.

AB – Com a dificuldade de aprovação de crediário, as concessionárias têm feito ações específicas para a venda de consórcio?

JA – Este é sempre um caminho natural quando uma ficha não é aprovada, mas com os bônus conseguimos reduzir as prestações do financiamento e atrair clientes de outras marcas.

AB – Houve fechamento de revendas Suzuki de 2009 para cá?

JA – Sim. Vivemos nossa pior fase (na transição do primeiro para o segundo semestre de 2011) quando o estoque do Burgman 125 antigo acabou, o novo ainda não estava pronto e também não tínhamos a GSR 150i. Algumas concessionárias fecharam, mudaram de bandeira. (De acordo com o gerente comercial, Juliano Barro, a rede encolheu de aproximadamente 300 concessionárias em 2008 para 230 atualmente.)

AB – A Suzuki apresentou no exterior uma moto urbana de 250 cc (Inazuma) semelhante às já vendidas aqui. Quando ela chega ao Brasil? Em seis meses, um ano?

JA – Ainda não sabemos. Eu quero trazer a moto, mas a Suzuki não lança um produto aqui antes que esteja em vários mercados.