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JAC Caminhões estreia com quatro modelos, operação própria e promessa de fábrica

A meta é trazer 700 unidades no primeiro ano, com objetivo ambicioso de alcançar 5% do mercado de comerciais até 2030
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Lucia Camargo Nunes

03 dez 2025

3 minutos de leitura

JAC N 13210, um dos quatro modelos de caminhões que a empresa está lançando no país

A JAC Caminhões formalizou sua chegada ao mercado brasileiro de veículos comerciais. A operação nasce como subsidiária com capital 100% chinês, comandada diretamente pela matriz, e traz planos que incluem desde a montagem de uma rede de concessionárias até a instalação de uma unidade produtiva no País.

“Estamos lançando a marca para o mercado nacional. A ideia é anunciar para concessionários, clientes e parceiros alguns planos para os próximos anos, incluindo lançamentos de novos produtos e a fábrica, que é um projeto que temos desde o início”, afirmou Adriano Chiarini, diretor comercial da JAC Caminhões.

A empresa chega ao Brasil com duas linhas de leves e pesados, com quatro modelos de caminhões importados: N 9170 (9 toneladas de PBT), N 13210 (13 toneladas), A 18290 (18 toneladas) e A 25290 (25 toneladas). Todos já possuem homologação para comercialização, com exceção do modelo de 13 toneladas, que aguarda apenas a emissão do certificado.

O objetivo da empresa é atingir 5% do mercado total de veículos comerciais até 2030

Rede de distribuição e metas comerciais

Para 2026, a JAC projeta iniciar as operações com 18 grupos econômicos, totalizando entre 30 e 40 pontos de venda. “Em janeiro, fevereiro, deveremos ter um número bem interessante de grupos conosco”, disse Chiarini. A expectativa é expandir para 60 lojas até 2027, com mais 30 unidades previstas para o segundo ano de operação.

A meta de vendas para o primeiro ano é de no mínimo 700 unidades importadas, volume que pode crescer rapidamente conforme a demanda. O objetivo de longo prazo é ambicioso: atingir 5% do mercado total de veículos comerciais até 2030.

Os caminhões serão importados da China com prazo de 90 dias, desembarcando inicialmente no porto de Itajaí, em Santa Catarina.

Projeto de fábrica e nacionalização

O projeto de instalação de uma fábrica no Brasil está em fase inicial de estudos. Segundo Chiarini, diversos estados já apresentaram propostas de incentivos, incluindo Goiás, Espírito Santo, Paraná e estados do Nordeste. “Vamos buscar a melhor proposta para poder já começar a trabalhar o mais rápido possível”, explicou o executivo.

A previsão é que a montagem em sistema CKD (Completely Knocked Down) ou SKD (Semi Knocked Down) comece em 2027. “O objetivo é atingir o índice de nacionalização e ter acesso às linhas de crédito dos bancos nacionais”, justificou. A unidade será própria da JAC Caminhões, sem terceirização da montagem.

Todos os modelos utilizam motores Cummins e eixos AAM, componentes já conhecidos no mercado brasileiro. As transmissões variam entre Eaton, Fast Gear e ZF, com opções mecânicas e automatizadas. Por enquanto, a linha trabalha exclusivamente com diesel.

Quando questionado sobre os diferenciais dos produtos, Chiarini destacou a quantidade de itens de série. “O nosso veículo vai ter o melhor custo-benefício do mercado. Tem segurança, um acabamento muito cuidadoso, uma cabine extremamente confortável”, afirmou.

De acordo com a JAC, qualidade do acabamento, conforto e quantidade de itens de série serão diferenciais

Expansão futura da linha

Na China, a JAC possui uma linha completa que vai desde caminhões semi-leves até cavalos mecânicos, além de versões movidas a diferentes combustíveis, como elétricos e a gás. “Existe todo um programa, um projeto já para trazer veículos off-road e de outros tamanhos, mas isso o mercado vai nos pedir e nós vamos atender no prazo certo”, disse o diretor comercial.

Chiarini acumula 30 anos de experiência no setor, com passagens por Volkswagen Caminhões, Ford Caminhões e fabricantes de máquinas agrícolas e de construção. A JAC é atualmente a maior exportadora de caminhões leves da China e possui 27 operações de produção nos cinco continentes.