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JAC entra no Brasil e quer 1% do mercado

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Redação AB

27 out 2010

3 minutos de leitura

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Marcelo de Paula e Giovanna Riato, AB

A montadora chinesa Jac começará a vender os modelos J3, sedã e hatchback, no Brasil a partir de março do ano que vem. Sergio Habib, presidente do Grupo SHC, que representa a marca no País, afirma que o modelo vai disputar espaço com o Volkswagen Gol, o Fiat Palio e o Renault Sandero e larga com a vantagem de oferecer o melhor preço: R$ 37.900 para a versão hatch completa com motor 1.4 de 108 cv e R$ 39.900 para o sedã, com a mesma motorização e nível de equipamentos.

O modelo sofreu 76 modificações, que vão da estrutura a detalhes de acabamento, para se adequar à legislação nacional e ao gosto do consumidor. “Tem tudo dentro dos carros, não há espaço para colocar mais coisas. Há opções mais baratas, mas sem os mesmos acessórios. Qualquer veículo produzido aqui, que ofereça o que o J3 oferece, sai por mais de R$ 40 mil”, analisa.

A ofensiva da montadora para garantir o preço baixo envolve também os custos com seguro, manuteção e troca de peças. Para conquistar clientes ainda hesitantes com a qualidade do carro chinês a companhia oferece garantia de três anos, um bom apelo para as vendas.

O J3 passou por teste de rodagem de 1 milhão de quilômetros e fez, em média, 11,5 km/l. Para iniciar as vendas, a marca fará uma ação nacional em março de 2011, quando abrirá 46 concessionárias no mesmo dia. O número de revendas chegará a 80 até o final do próximo ano. Para o segundo semestre está marcada a chegada de dois outros modelos, o sedã J5, por R$ 54.900 e a minivan J6, por R$ 57.900. Todos com motor a gasolina e também completos de fábrica. Os veículos flex da marca devem chegar ao País apenas em 2012, quando a companhia lançará o compacto J2.

A ambição da Jac Motors é conquistar 1% do mercado no primeiro ano, com cerca de 35 mil carros vendidos. A participação é maior do que a Nissan registrou no acumulado de 2010, de 0,98%, e fica um pouco abaixo da Mitsubishi, que alcançou 1,36% de market share, e da Kia, que deteve 1,66% do mercado, de acordo com dados da Fenabrave, Federação da Distribuição de Veículos.

Sobre a possibilidade de instalar uma fábrica da JAC no Brasil, Habib afirmou que precisa de mais tempo para pensar no assunto, mas indicou que a ideia não está descartada. “O primeiro passo é começar com importação e sentir a reação do mercado. Se necessário, pensaremos em fábrica mais para frente”, explica Habib, já experiente em consolidar marcas do setor automotivo no País, já que foi o responsável por iniciar a operação da Citroën no Brasil.