
“Os fornecedores podem vir da China ou do próprio Brasil”, diz o presidente da companhia, Sérgio Habib, enfatizando a competitividade das empresas locais. O vice Tarcísio Teles completa: “Conversamos basicamente com todos os fabricantes de autopeças que estão em Camaçari. Alguns fornecedores da Ford estão interessados porque tiveram redução de volume e outros porque foram convidados a se retirar do site”, afirma Teles.
No terreno da JAC, os fornecedores ficarão onde se veem as máquinas e caminhões trabalhando. “Serão 600 mil metros quadrados de área construída. A área de nossa fábrica terá 50 mil m².” Segundo Teles, o conceito da fábrica será semelhante ao da fábrica da General Motors de Gravataí, mas menor. A previsão é de 20 carros por hora. “Estaremos entre as menores plantas com essa produtividade”, garante.
Teles afirma que a automação será empregada num primeiro momento apenas em áreas essenciais, como forma de reduzir os investimentos e também pelo aspecto da geração de empregos. Afinal, não foi só pelo brilho da estrela de cinco pontas que o governo da Bahia atraiu a JAC com incentivos fiscais. A previsão é de 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos.
A produção começa no segundo semestre de 2014, ano em que a JAC espera montar 20 mil a 30 mil carros. A capacidade instalada será de 100 mil por ano. O investimento previsto é de US$ 600 milhões. A parcela dos chineses da JAC no negócio cresceu de 20% para 35% com a consolidação do regime automotivo e a de Sérgio Habib caiu, consequentemente, de 80% para 65%.
O primeiro JAC a sair de Camaçari será um hatch. Este terá também uma versão aventureira (ao estilo da dupla Fox e Crossfox). Haverá ainda um sedã. Todos utilizarão a plataforma do J3.