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Pedro Kutney, AB
Assim como já fez com todos os modelos da chinesa JAC que vende no Brasil, o importador Sérgio Habib também está reconstruindo o compacto J2 antes de colocá-lo nas concessionárias da marca no País – o que só deve acontecer a partir da metade de 2012. A grade frontal do J2 vendido aqui será diferente do carro (foto) apresentado em 2010, no último Salão do Automóvel de São Paulo. Isso porque, segundo explica Habib, o motor também será maior, 1.4 – em vez do 1.0 de três cilindros e 60 cavalos. Assim será necessária captação de ar maior para refrigeração.
Durante a apresentação de outro modelo, o J6, no início de agosto, Habib também falou um pouco do J2, que será o carro de entrada da JAC no Brasil. Mas ele não quer que seja tão popular assim, para obter maior rentabilidade, por isso pediu motorização mais potente, o que está sendo desenvolvido pela engenharia da JAC em tempo recorde. “Eles fazem em dois meses o que as montadoras ocidentais levam dois anos para fazer. É burocracia zero”, garante o importador.
Com o J2, Habib pretende colocar mais um ator da JAC no que ele chama de “coração do mercado brasileiro”, dos carros com preços inferiores a R$ 40 mil. O J3, o primeiro modelo da JAC vendido no Brasil desde março passado, está nessa faixa e, segundo as contas de Habib, já abocanha 5% do mercado de hatches com motorização acima de 1 litro, e esse índice chegaria a 10% nas praças de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. “Onde nós estamos, brigamos bem”, diz. De março até a metade de agosto foram emplacadas 7,7 mil unidades do J3 hatch e 4,7 mil do J3 Turin sedã.