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Redação AB
A Jaguar Land Rover confirmou a criação de uma joint venture com a Chery para fabricar e vender veículos na China, segundo um comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira, 21. Os detalhes financeiros da joint-venture não foram divulgados. No início do mês, pessoas com conhecimento sobre as negociações haviam dito à agência Reuters que as duas companhias estariam buscando aprovação regulatória para o acordo de US$ 2,8 bilhões no país (leia aqui). As fontes também afirmaram que a empresa resultante do acordo ficará na cidade de Changshu, perto de Xangai, para fabricar utilitários esportivos da Land Rover na primeira fase e posteriormente, carros da Jaguar.
“A demanda por veículos Jaguar e Land Rover continua a aumentar significativamente na China e acreditamos que a Jaguar Land Rover e a Chery podem, em conjunto, desenvolver o potencial dessas marcas icônicas”, afirmaram no comunicado conjunto o presidente-executivo da Jaguar Land Rover, Ralf Speth, e o presidente do conselho da Chery, Yin Tongyao.
O acordo estratégico para as marcas britânicas se justifica pelo aumento expressivo da demanda de seus sedãs e utilitários esportivos na China nos últimos anos, onde a receita cresceu mais rapidamente que em outros mercados e onde os carros de luxo continuam com forte demanda mesmo considerando que a venda de carros no país em geral esfriou.
Mas apesar de o acordo ser um impulso para a Jaguar Land Rover, que pertencem à indiana Tata Motors, é apenas um passo em um processo longo e complexo que, dizem analistas, corre o risco de não surtir efeito.
“É uma acordo entre duas companhias, ainda muito longe de uma joint-venture”, observou John Zeng, responsável pelo setor de Ásia-Pacífico da consultoria LMC Automotive, ouvido pela Reuters. “Mesmo tendo atendido a todas as exigências para uma joint-venture, a aprovação nunca é garantida, já que novos projetos automotivos não são mais estimulados”, acrescentou.