Com exceção da Mitsubishi, todas as outras marcas japonesas apresentaram bom desempenho no primeiro semestre deste ano, com um crescimento médio de 3,5%. Nada mau num cenário aonde a queda do mercado total (automóveis e comerciais leves) chegou a 19,8%.
O mérito não é só do HR-V, mas o utilitário esportivo da Honda fez a diferença. O carro teve 17.573 unidades vendidas em apenas três meses e, de cara, assumiu a liderança no segmento, deixando o Ecosport, antigo dono da situação, na segunda posição. Sozinho, ele já representa 24% das vendas mensais da montadora. Com as boas vendas do HR-V mais o crescimento do Fit (23.290 unidades) e do Civic (17.199), a Honda fechou o semestre com o maior aumento de participação do mercado brasileiro, saltou de 3,9% no primeiro semestre de 2014 para 5,8% neste ano, ou seja, conquistou 1,9 ponto percentual de participação e obteve uma variação positiva em 18,9% nas vendas.
A Toyota foi a segunda marca que mais aumentou a participação no semestre, conquistou 1,5 ponto percentual, passando de 5,3% para 6,8%. Além do Corolla, que vendeu 31.937 unidades e entrou na lista dos dez mais vendidos no País (é o único carro médio entre os líderes), a Toyota teve no Etios um dos responsáveis pelo bom desempenho da marca no período: o hatch vendeu 17.463 e o sedã 12.512.
A participação das marcas japonesas no mercado total cresceu de 13,2% para 17%, com vendas de 215.929 (contra 208.342 no primeiro semestre do ano passado). Em porcentuais, o maior crescimento foi da Subaru: 89,2%, índice calculado em cima de uma base de apenas 400 carros no primeiro semestre do ano passado. De janeiro a junho deste ano a marca vendeu 757 unidades.
Embora não tenha conseguido manter o volume de vendas, a Nissan cresceu em participação, uma vez que perdeu apenas 2,6%, contra os quase 20% da média do mercado. A empresa, que tinha 2% das vendas no País em 2014, fechou o primeiro semestre com 2,4%. O mesmo ocorreu com a Suzuki, quem vendeu menos (-5,2%), mas aumentou a participação.
A Lexus, que tem market share insignificante no mercado, quase dobrou o número de unidades vendidas, de 110 para 192, e a Mitsubishi foi a única das japonesas que perdeu participação, mesmo assim, uma queda pouco expressiva (-0,04pp) diante das perdas abruptas das grandes marcas como a Fiat, por exemplo, que entregou 2,98 pontos porcentuais.

Este artigo foi publicado originalmente na
Agência Autoinforme
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