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Jeep Avenger será feito no Brasil para competir com Kardian e Tera

Stellantis confirma a chegada de SUV mais barato que o Renegade
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Giovanna Riato

14 mai 2025

2 minutos de leitura

Em 2026, a produção local de Jeep vai crescer com a chegada do Avenger. O modelo foi anunciado na comemoração de 10 anos da fábrica da marca em Goiana (PE). Apesar disso e, embora a Stellantis não confirme, a produção do SUV deve acontecer na planta do grupo em Porto Real (RJ).

O complexo industrial fluminense faz hoje os Citroën C3, Aircross e Basalt com os quais o novo utilitário esportivo compartilha a plataforma. A expectativa é de que o modelo siga o plano de eletrificação da montadora. Com isso, a gama poderá incluir versão híbrida fllex, evoluindo dentro das tecnologias Bio-Hybrid da Stellantis, conforme a demanda.

O Jeep Avenger deve disputar mercado com modelos como o Renault Kardian e o aguardado Volkswagen Tera. “Os compactos são hoje 15% do segmento de SUVs. São porta de entrada da categoria para os consumidores que antes tinham hatchs”, conta Hugo Domingues, vice-presidente da marca Jeep.

Jeep Pernambuco não tem espaço para Avenger

Além de compartilhar a mesma arquitetura com os carros feitos pela Stellantis em Porto Real, a produção do Jeep Avenger naquela fábrica é coerente por causa da ocupação da unidade de Goiana. O complexo industrial do Rio de Janeiro tem potencial para fazer 150 mil carros por ano e hoje trabalha abaixo desse volume.

Já em Pernambuco, a fabricante deve montar 250 mil em 2025 em três turnos, seis dias por semana – perto da capacidade máxima de 180 mil unidades anuais. Lá já são feitos Renegade, Compass e Commander. Entre 20% e 25% da produção é voltada à exportações, principalmente mercados da América Latina.

“Nosso plano é seguir com investimentos na produção local porque isso é fonte de competitividade”, diz Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis para a América do Sul. “Hoje, tecnologias mais avançadas, como componentes eletrônicos e baterias vêm de outros países. Nosso objetivo é nacionalizar e atrair mais fornecedores para a região”, defende.

Segundo ele, ao lado dos 30 fabricantes de autopeças e componentes instalados no entorno da fábrica, o polo automotivo de Goiana gera 13 mil empregos. Atualmente, a companhia tem plano de investir R$ 30 bilhões no Brasil entre 2025 e 2030.