
A receita cresceu 15% no trimestre, para US$ 9,59 bilhões, enquanto as vendas líquidas de equipamentos (que não incluem serviços financeiros e outras receitas) aumentaram 16%, para US$ 8,93 bilhões, ante igual período do ano fiscal anterior. Analistas consultados pela Thomson Reuters previam ganhos de US$ 2,31 por ação e receita líquida de equipamentos de US$ 9,50 bilhões.
O executivo-chefe da empresa, Samuel Allen, observou que as vendas ficaram abaixo das expectativas por causa do enfraquecimento em alguns mercados internacionais e ineficiências de produção de curto prazo resultantes da chegada de novos produtos. As vendas de equipamentos nos Estados Unidos e no Canadá cresceram 28%, mas, segundo a companhia, foram achatadas fora desses dois países pelo impacto de flutuações cambiais.
Os preços altos das commodities agrícolas impulsionaram a demanda por equipamentos para lavouras no último ano, levando ao crescimento da John Deere e suas concorrentes. No entanto, surgiram preocupações de que a seca no Meio-Oeste americano possa prejudicar as vendas de tratores e colheitadeiras, de tão severa.
Analistas do banco JP Morgan disseram que esperam vendas mais fracas da companhia de agosto até pelo menos a próxima primavera, com produtores enfrentando baixa produtividade este ano. As vendas de máquinas agrícolas têm crescido nos últimos cinco anos, o que sugere que os produtores poderão segurar compras adicionais por pelo menos um ano.
A John Deere cortou sua estimativa de lucro anual para US$ 3,10 bilhões, prevendo alta de 12% na comercialização de equipamentos. A projeção anterior apontava lucro de US$ 3,35 bilhões e vendas 15% maiores. Para o quarto trimestre fiscal, a empresa espera crescimento de 13% nas vendas de máquinas. O número é inferior à expectativa de Wall Street, de alta de 14%.