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Giovanna Riato, AB
A fabricante de baterias Johnson Controls anunciou nesta terça-feira, 21, que fará um aporte de US$ 51 milhões na fábrica de Sorocaba, interior de São Paulo, até 2013. O investimento é o mais alto já feito pela montadora no País e atenderá ao aumento da demanda, com ampliação em oito mil metros quadrados e modernização da planta.
A unidade já opera em quatro turnos (sete dias por semana, 24h por dia) e, segundo Carlos Zaim, diretor geral da divisão de baterias para a América do Sul, foi necessário importar produtos da fábrica da empresa no México para abastecer o mercado brasileiro nos últimos seis meses.
Os resultados da companhia na região também somaram pontos para a decisão do investimento. “Nosso faturamento depende muito da variação no preço do chumbo mas posso afirmar que, em unidades, temos crescido ao ritmo de dois dígitos nos últimos dois anos”, revela o executivo.
Zaim confirma que a instalação da fábrica da Toyota em Sorocaba e o fortalecimento do polo automotivo paulista pesaram sobre a decisão de investir na cidade.
A região é responsável por 45% da produção de veículos no Brasil. A perspectiva é que este volume cresça ainda mais com a chegada da montadora japonesa junto com as plantas da Hyundai, em Piracicaba, e da Chery, em Jacareí. “Fornecemos quase todas as baterias originais do País e a possibilidade de fechar novos contratos foi um dos componentes para decidir sobre o investimento aqui”, explica.
Produção
Apesar de não revelar o volume total que deve ser fabricado na planta, a companhia informa que o aporte permitirá ampliar a produção em três milhões de unidades por ano. Metade do volume irá para o mercado de automóveis e veículos pesados e a outra atenderá ao segmento de motocicletas.
A empresa também olha com atenção para o crescimento da frota nacional de veículos e da demanda do mercado de reposição. “Cerca de 30% das nossas vendas são para produtos originais e o restante vai para o aftermarket“,
Carro elétrico
A ampliação da unidade da Johnson Controls ficará concentrada nas tradicionais baterias chumbo-ácido para veículos a combustão. O diretor geral da empresa afirma que a fabricação dos modelos elétricos ainda é muito pequena em todo o mundo.
“Vamos inaugurar em breve uma fábrica de baterias de íon-lítio nos Estados Unidos mas ainda não há mercado para isso no Brasil”, diz Carlos Zaim. Segundo ele, quando algum projeto for definido por aqui a empresa estará pronta para trazer a tecnologia e acompanhar o desenvolvimento do mercado de carros elétricos no País.
