
A Lamborghini chegou a um acordo com os sindicatos na Europa para introduzir uma semana de quatro dias para seus trabalhadores de produção.
Os sindicatos FIOM e FIM-CISL consideraram que o acordo é histórico, pois é o primeiro na indústria automotiva local a conseguir uma redução significativa das horas de trabalho sem cortar salários, mas sim aumentá-los.
A mudança ocorre no momento em que muitas empresas e repartições públicas mudam a forma como as pessoas trabalham. A Lamborghini acredita que, reduzindo a jornada de trabalho vai melhorar o bem-estar dos funcionários da produção.
Além disso, produzindo em menos dias também significa que a empresa pode economizar em recursos na linha de produção, como energia, água etc.
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Outras regiões na Europa, como o Reino Unido, que adotaram esquemas semelhantes de jornada, concluíram que os trabalhadores trabalhavam mais em menos tempo, e os níveis de doença diminuíram.
Nos EUA a ideia de uma semana de trabalho de quatro dias fazia parte da lista inicial de pontos de negociação do sindicato UAW com as montadoras de Detroit, mas não avançou na mesa de negociações.
“Trabalhar menos e trabalhar melhor, este é o princípio que norteou esta negociação e que faz parte de um raciocínio abrangente”, afirma um comunicado da FIOM e da FIM-CISL.
Os trabalhadores da produção com um horário rotativo de dois turnos alternarão uma semana de cinco dias com uma semana de quatro dias, cortando no total 22 dias de trabalho por ano, disseram os sindicatos.
O acordo alcançado com a Lamborghini faz parte de uma renegociação mais ampla do contrato dos trabalhadores da montadora, uma subsidiária do grupo alemão Volkswagen.