logo

66ª assembleia geral das nações unidas

José Dirceu aprovou alta do IPI

<style type=”text/css”>
.texto {
font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;
font-size: 10px;
color: #666;
}
.texto {
text-align: left;
}
</style>
Author image

Redação AB

23 set 2011

3 minutos de leitura

NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede
Social

Agência Estado

O ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu aprovou o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados, adotado recentemente pelo governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, não há razão para a retirada da medida por causa da elevação do dólar. “Não vejo razão para, neste momento em que o dólar se valorizou, mexer nessa taxação. A medida foi mais do que acertada”, avaliou, após participar de palestra para sindicalistas.

Na opinião do ex-ministro, o dólar vive um momento de instabilidade pelo acirramento da crise econômica global e o Brasil precisa defender seu mercado interno, assim como os Estados Unidos e China o fazem. “O problema do Brasil é o problema da industrialização do País, da ocupação do mercado interno com práticas que não são aceitáveis”, disse o ministro, referindo-se à falta de restrição para as importações.

“No Brasil se pode investir, se pode instalar indústria. Nos Estados Unidos e na China não se pode fazer isso”, disse Dirceu, referindo-se ao controle desses governos no tocante ao investimento de capital externo em seus países.

Dirceu elogiou o discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em que ela defendeu uma solução política para a crise econômica global. “A instabilidade (financeira) é muito grande. A situação exige uma discussão mundial, como a presidente está falando, uma discussão mais a fundo sobre uma reforma mundial.”

Para o ex-ministro, o agravamento da crise se deve à falta de reformas no sistema financeiro de alguns países desenvolvidos, como os Estados Unidos. “Agora eles não têm como resolver esse problema.” O ex-ministro ainda destacou que apesar dos Estados Unidos e Europa serem o foco da crise, o Brasil tem condições de superar a crise com a força de seu mercado interno. “O dólar agora começa a se valorizar, o juro começa a cair e o País pode crescer mais”, emendou.