Para dar conta da crescente demanda, foram contratados 30 novos funcionários em janeiro, elevando o quadro de funcionários para mais de cem.
Segundo a empresa, uma peça usada ou seminova em bom estado pode custar até 50% menos do que um item novo. Os componentes destinados à venda são selecionados e recebem um selo do Detran, além de possuírem um QR Code que permite ao consumidor consultar a origem e legalidade do material. Cerca de 95% dos veículos desmontados são adquiridos pela JR Diesel em leilões oficiais de bancos e seguradoras, enquanto a outra parte é comprada diretamente de frotistas com pagamento de até 30% da tabela Fipe. Do total do caminhão desmontado, 85% das peças são encaminhadas para reuso, outros 10% para reciclagem, como óleo, bateria e pneus, e os demais 5% são descartados.
PERSPECTIVA POSITIVA
O mercado de peças usadas está em franco crescimento e mantém esta tendência para os próximos anos. A Lei do Desmanche, em âmbitos estadual e federal, representa um pilar importante neste cenário, uma vez que vai impulsionar a entrada no mercado do seguro popular, o seguro de veículos com preços bem mais acessíveis e que permitirá o uso de peças usadas na reparação destes veículos, prática que atualmente é proibida pela Susep, órgão responsável pelo setor segurador no País.
De acordo com um estudo feito pela consultoria Roland Berger, o setor automotivo de reposição movimentou R$ 23 bilhões no Brasil em 2014. A previsão é que o setor supere os R$ 85 bilhões até 2020. Já o crescimento anual da categoria deve ficar em 4,6% também para os próximos quatro anos, incluindo peças genuínas, originais, alternativas e usadas, para veículos leves e pesados.