
Na audiência, o juiz foi informado pelo advogado Robert Giuffra, contratado pela Volkswagen, que “estão progredindo” as discussões entre a companhia e o Departamento de Justiça, a agência de proteção ambiental EPA e o Estado da Califórnia para ajustar uma solução para o caso.
A Volkswagen admitiu que vendeu 11 milhões de veículos diesel em 100 países equipados com o software fraudador. No fim do ano passado, a empresa aprovou com o governo alemão um plano de recall para reparar os motores adulterados, que na maior parte dos casos envolve apenas uma recalibração da central eletrônica de gerenciamento. A campanha já começou na Europa e deve se estender pelo resto do ano.
Nos Estados Unidos, ao que parece os limites de emissões mais rigorosos não permitem o uso da mesma solução.
O Departamento de Justiça já aplicou multa de US$ 46 bilhões à Volkswagen, por violação de leis ambientais do país. Segundo o advogado Giuffra disse ao tribunal na quinta-feira, a Volkswagen deverá ter algo mais definitivo a dizer em cerca de um mês, mas antes disso estaria proibida pelo próprio Departamento de Justiça de discutir qualquer aspecto das negociações. De acordo com o defensor, as conversas envolvem discussões em grupos de trabalho separados que incluem tópicos que vão desde ações técnicas para reparar os carros até a medição de danos causados ao meio ambiente.
Até o momento a Volkswagen não conseguiu avaliar o custo exato que o escândalo trará, tanto que adiou a publicação do balanço de 2015 e a reunião anual de acionistas da companhia. Também na quinta-feira, um porta-voz da empresa na Alemanha informou que foi contratado um escritório de advocacia alemão para aconselhamento sobre as obrigações e custos que o grupo terá de arcar como resultado do escândalo de emissões.